Crédito Habitação

Carência de capital no crédito habitação: vantagens e desvantagens

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A carência de capital no crédito habitação é uma solução muito requisitada não só por quem se encontra em risco de incumprimento, mas também, por exemplo, por quem comprou casa e ainda não conseguiu vender a casa antiga. Digamos que é uma solução de poupança a curto prazo para uns e uma forma de otimizar a gestão das finanças pessoais para outros.


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Isto porque, durante o período de carência, não há lugar a amortização de capital, mas apenas ao pagamento de juros. Por norma, este período varia entre os 6 e os 24 meses, embora se possa prorrogar esse prazo.

As vantagens de pedir carência de capital no crédito habitação

Não será demais recordar que uma prestação de crédito é a soma de dois montantes: o dinheiro que pediu emprestado ao banco e os juros que terá de pagar sobre esse capital – e que incluem o spread, que, no fundo, é a margem de lucro que o banco ganha por lhe ter emprestado dinheiro.

A partir do momento em que a entidade bancária lhe concede um período de carência, terá mais dinheiro disponível ao final do mês.

Durante o período de carência, não terá de pagar o capital propriamente dito, apenas os juros. Na prática, e no que lhe toca a si, isto traduz-se em mais dinheiro disponível ao final do mês.

Precisa dessa liquidez para amortizar outras dívidas? Para investir num fundo que a curto prazo lhe dá um retorno considerável? Para uma despesa inesperada? Cabe-lhe, pois, a si avaliar a melhor forma de gerir esta liquidez – tendo em consideração, claro, as contrapartidas.

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As desvantagens de pedir carência de capital no crédito habitação

Sobre essas contrapartidas, importa frisar que pedir carência de capital no crédito habitação é uma situação que terá de ser bem ponderada da sua parte. Lembre-se que, independentemente da sua situação financeira, nenhum banco aceitará qualquer tipo de acordo no qual fique a perder.

Dito isto, esta é uma solução que a médio e longo prazo acarreta algumas desvantagens. Imagine que precisa de pedir um período de carência de 24 meses num crédito com um prazo de pagamento de 20 anos. Em vez de ter 240 meses (20 anos) para amortizar o valor total pedido ao banco passa a ter apenas 216 (240-24). Ou seja, passa a ter um menor período de tempo para pagar exatamente o mesmo valor.

Na prática, isto significa que nos restante 216 meses, a sua prestação mensal vai ser mais alta do que aquela que tinha acordado inicialmente com o banco. E, como a prestação aumenta, também aumentam os juros de cada mensalidade.

Isto para dizer que pedir carência de capital no crédito habitação significa encarecer o crédito, uma vez que o valor do Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC) ficará mais elevado.

Como pedir carência de capital no crédito habitação e cuidados a ter

Para fazer o pedido de carência precisa apenas de contactar o seu banco. Antes disso, verifique se esse período de carência estava previsto na Ficha de Informação Normalizada (FIN) no momento de contratação do crédito.

Se estiver previsto, solicite uma simulação que tenha em consideração o período que pretende pedir, o valor a pagar de juros durante esse período e o aumento das mensalidades no restante prazo do crédito.

Agora, se esse período de carência não estiver previsto na FIN, poderá estar perante uma situação de alteração dos termos do contrato de empréstimo – o que, eventualmente, lhe trará alguns encargos.

Voltamos a frisar que quanto maior for o período de carência, maior será o aumento da prestação de crédito. No momento de o solicitar ao banco, faça por isso questão de ser informado claramente sobre todas as condições associadas à carência de capital.

casal a analisar os pros e contras de pedir carencia de capital no credito habitacao

Pedir carência ou diferimento de capital: qual a melhor solução?

Em relação à carência de capital, o diferimento consiste em adiar o pagamento de uma parte da dívida ao banco para a última prestação do pagamento do empréstimo, sendo que este montante pode ir até 30% do valor total em dívida.

Também neste caso é necessário ter alguns cuidados, pois se, por um lado, alivia momentaneamente o seu orçamento mensal; por outro, terá que garantir que tem o dinheiro disponível para amortizar o último mês do crédito. Isto porque esse montante é bastante considerável – uma vez que se trata de crédito habitação.

Por exemplo, vamos imaginar que o total da sua dívida ao banco é de 150 mil euros. Se pedir os tais 30% de diferimento de capital, no último mês do prazo do empréstimo terá que pagar 45 mil euros (sendo que terá que somar os juros sobre esta parcela elevada).

Tendo em consideração este cenário, a nossa opinião é a de que o diferimento de capital é uma solução para quem se encontra no momento numa situação de aperto financeiro, mas que, a médio e longo prazo, sabe que vai ter a oportunidade de aumentar os seus rendimentos – possibilitando, assim, o pagamento da última prestação sem complicações.

Apesar do pagamento da última prestação do crédito lhe parecer ainda muito distante, não caia na tentação de solicitar o diferimento sem qualquer perspetiva de como liquidar essa prestação. Recorde-se que, no caso de um crédito habitação com algumas décadas, a dívida poderá até passar para os seus filhos.

Ambas as soluções, a carência de capital no crédito habitação e o diferimento, tem as suas vantagens e desvantagens. Para perceber qual é a solução mais adequada para o seu caso, há que fazer contas.

Precisa apenas de aliviar o seu orçamento num curto período de tempo? Ou precisa de ter mais liquidez disponível durante o prazo do crédito? Em quanto é que cada um das soluções vai encarecer o empréstimo? Tem condições financeiras para suportar esses futuros encargos ou estará a criar um problema ainda maior para a gestão das suas finanças pessoais?

Nota importante

Se está a equacionar qualquer uma destas duas soluções porque acumulou vários créditos e, agora, não tem como fazer face a esta obrigações, considere informar-se sobre o crédito consolidado.

Esta solução permite-lhe juntar todos os seus créditos num só, ficando a pagar uma única prestação e mais baixa do que o somatório das mensalidades que paga atualmente. Isto porque o prazo de pagamento do empréstimo é alargado consideravelmente. Também tem as suas desvantagens, mas permite-lhe uma melhor gestão do seu orçamento mensal sem se estar sempre a endividar.

Como sugerimos sempre, para garantir que tem acesso às melhores condições de crédito, faça simulações online. Através do nosso simulador de crédito poderá comparar todas as opções disponíveis no mercado, de forma totalmente gratuita e sem compromisso.

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Viviane Soares
Viviane Soares é redatora e editora, com mais de três anos de experiência na escrita de artigos de finanças pessoais. No Portal do Crédito, tem como principal objetivo disponibilizar a melhor informação sobre financiamento, de forma prática e acessível.