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Viviane Soares
Revisto por Viviane Soares
Viviane Soares

Viviane Soares é redatora e editora, com mais de três anos de experiência na escrita de artigos de finanças pessoais. No Portal do Crédito, tem como principal objetivo disponibilizar a melhor informação sobre financiamento, de forma prática e acessível.

Precisa de empréstimo para abrir empresa? 7 opções a considerar

empréstimo para abrir empresa

Decidiu tirar aquele projeto da gaveta e, como acredita que tem uma ideia de negócio com muito potencial, tem por objetivo abrir a sua própria empresa. A única questão que ainda tem para resolver é, precisamente, o financiamento, razão pela qual tem estudado a melhor forma para obter um empréstimo para abrir empresa.

A este propósito, importa sublinhar que as alternativas de financiamento a empresas não se esgotam no setor bancário. Existem várias opções que merecem ser exploradas, e que podem vir a ser a chave para a expansão e para o sucesso do seu negócio.

Portanto, além do crédito bancário, há um conjunto de alternativas a ter em consideração – como, por exemplo, as soluções business angels, o crowdfunding ou o capital de risco.

Antes de optar por qualquer uma das soluções, aconselhamo-lo a definir com rigor a verba de que necessita, as contrapartidas ou os juros que terá de pagar e não esquecer de pensar a médio e longo prazo – isto é, se precisar de uma nova injeção de capital poderá recorrer à mesma fonte de financiamento?


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Empréstimo para abrir empresa: 7 soluções a explorar

1. Crédito bancário

Como referimos, o crédito bancário é a solução de financiamento mais comum para abrir uma empresa.

Uma das suas grandes vantagens é o facto dos empresários não terem de ceder parte do controlo da empresa, apesar de terem de pagar o capital emprestado com juros.

O crédito bancário pode ser de curto ou de longo prazo e as taxas de juros aplicadas variam conforme as garantias que as empresas apresentam como contrapartida ao crédito.

Dica: como sugerimos sempre, para garantir que tem acesso às melhores condições de crédito, faça simulações online. Através do nosso simulador de crédito poderá comparar todas as opções disponíveis no mercado, de forma totalmente gratuita e sem compromisso.

2. Linhas de crédito

Ainda sobre o crédito bancário, e quando a questão é pedir um empréstimo para abrir empresa, importa perceber que há possibilidades de financiamento que não se esgotam no crédito bancário dito tradicional. As linhas de crédito, por exemplo, são formas de empréstimo bancário, mas mais flexíveis.

A título de exemplo, a Caixa Geral de Depósitos tem uma linha de crédito – “Caixa Jovem Empreendedor” – que financia a aquisição de equipamentos e outras componentes de investimento que sejam necessários ao desenvolvimento e/ou lançamento de pequenos negócios.

Esta linha de crédito em particular, que resulta de uma parceria com a ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários), destina-se a jovens até aos 40 anos. Financia um montante de até 50 mil euros, com o limite de 80% do valor do investimento total e, quando se trata de criação de novas empresas, propõe um prazo de pagamento de 72 meses (6 anos).

3. Sistema de Garantia Mútua

Sobre os mecanismos da Garantia Mútua, importa saber que este sistema mutualista de apoio às pequenas e médias empresas (PME) traduz-se na prestação de garantias financeiras para facilitar a obtenção de crédito.

Não só facilitam o acesso ao crédito por parte das empresas com elevado potencial inovador, mas também tornam o crédito mais barato. O custo final que uma empresa suportaria por um financiamento bancário com Garantia Mútua tende a ser mais baixo do que seria o custo caso recorresse ao empréstimo do banco de forma individual.

Isto porque as entidades bancárias estão conscientes de que a obtenção de uma garantia por parte de uma Sociedade de Garantia Mútua (SGM) lhe permite uma relevante poupança de capitais próprios, além de a Garantia Mútua ser uma garantia (ou colateral) da operação de crédito com um elevado nível de liquidez.

Digamos que as SGM intervêm nos processos de financiamento como uma espécie de fiadoras das PME obtendo, por isso, condições bastante favoráveis junto das entidades bancárias no momento de contratação de crédito.

Por exemplo, o Programa FINICIA do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento (IAPMEI) mobiliza esforços públicos em prol da criação de novas empresas.

Esta iniciativa apoia a criação de PME através do acesso a soluções de financiamento mais vantajosas, nas quais o Estado partilha o risco com Sociedades de Capital de Risco, Sociedades de Garantia Mútua e instituições bancárias.

4. Microcrédito

Agora, se a empresa que pretende abrir não tem as condições de elegibilidade exigidas para recorrer aos mecanismos de Garantia Mútua e, como futuro empresário, não tem como dar garantias à entidade bancária para obter crédito, então o microcrédito pode ser a solução ideal para si.

O microcrédito é uma solução de financiamento alternativo a cidadãos excluídos do crédito (por falta de rendimentos ou garantias), mas com boas ideias de negócio. Destina-se, essencialmente, a desempregados, jovens à procura do primeiro emprego e trabalhadores em regime precário.

Em Portugal, o montante máximo de financiamento é de 15.000 euros, através da Associação Nacional de Direito ao Crédito (ANDC).

5. Crowdfunding

Se procura um empréstimo para abrir empresa não deve descurar soluções como o crowdfunding. Através das plataformas de crowdfunding qualquer cidadão se pode tornar num investidor de determinada empresa ou projeto.

O seu modo de funcionamento é muito semelhante ao do crédito bancário, mas com a particularidade das entidades bancárias serem substituídas por qualquer pessoa que queria participar no investimento. Em termos de retorno para quem quiser investir na sua empresa, poderá decidir por uma de quatro formas: donativo, recompensa, capital e empréstimo.

6. Business Angels

Já sobre o recurso aos Business Angels, terá de ceder parte do controlo da sua empresa, mas o retorno não se cinge apenas ao empréstimo para abrir empresa.

Isto porque os Business Angels são investidores individuais, normalmente empresários de sucesso, que investem não só o seu capital, mas também conhecimento e experiência em empresas que se encontram em fase embrionária ou em fases críticas de crescimento.

Dê uma vista de olhos no site da Associação Portuguesa de Business Angels (APBA) para obter mais informações.

7. Sociedades ou fundos de capital de risco

O capital de risco consiste num financiamento para PME temporário (entre 3 a 7 anos), dado por Sociedades de Capital de Risco ou Fundos de Capital de Risco, os quais obtêm participações temporárias e geralmente minoritárias no capital da empresa.

Esta solução de financiamento é mais popular em startups com grande potencial de crescimento ou de elevado retorno, sendo que, por norma, os montantes de investimento são mais elevados do que um Business Angel poderia ceder.

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