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João Fins
Revisto por João Fins
João Fins

Licenciado em Economia e com experiência em finanças pessoais. Como redator no Portal do Crédito, tenho a missão de ajudar esclarecer as dúvidas mais comuns dos nossos leitores, no que aos diferentes tipos de crédito diz respeito.

Melhor Banco Para Consolidar Créditos: Como Escolher?

Banner de Artigo Consolidar Créditos

É um dos milhares de portugueses que sente dificuldades em pagar as suas prestações ao final do mês? De facto, por vezes não é fácil conciliar o pagamento dos seus empréstimos com as despesas do dia a dia.

Se sente dificuldades financeiras, então consolidar créditos pode ser uma solução a ponderar.

Neste artigo, explicamos-lhe em detalhe como funciona, em que situações deve recorrer e qual o melhor crédito consolidado do mercado.

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  • Prazos Até 120 Meses
  • Pouco Burocrático

Um crédito consolidado não é nada mais que juntar os seus créditos num só.

Permite-lhe deixar de ter diversos contratos e passar a ter um pagamento único mensal mais baixo. Desta forma, irá reduzir os seus encargos e aumentar a sua liquidez.

Algo cada vez mais importante, pois os encargos mensais aumentam todos os anos, principalmente devido à despesa com a habitação.

Sabia Que?

Segundo um estudo da Gulbenkian, em 1989 a despesa anual média das famílias com habitação era de 12,4% da despesa total. Em 2015 a despesa era de 31,8%.

Além disso, se tiver dívidas em diversas entidades, irá passar a ter uma obrigação financeira apenas com uma entidade, o que acaba por ser positivo.

No entanto, nem tudo é um “mar de rosas”, isto porque existem custos e requisitos associados ao consolidar créditos (iremos abordar o tópico mais à frente).

Existem duas razões principais para solicitar uma consolidação de créditos.

Se começa a ter dificuldades financeiras face a tantas despesas relacionadas com diversos créditos ativos, a consolidação de créditos poderá ser o caminho a adotar.

Isto porque irá diminuir a sua taxa de esforço mensal ao pagar menos todos os meses (prolongando o prazo de pagamento do seu crédito).

Quer saber qual a taxa de esforço ideal para o seu orçamento familiar? Utilize o nosso simulador de taxa de esforço e saiba qual o seu.

Apesar de ser menos recorrente, se a sua taxa de esforço atual não for um problema e quiser manter os prazos de pagamento, mas quiser poupar algum, o crédito consolidado poderá ser uma opção a averiguar.

Isto porque as taxas de juro do seu crédito consolidado poderão ser mais baixas que a média dos outros juros dos créditos a pagar.

Faça comparações entre entidades e averigue se, no seu caso particular, esta é uma opção viável, ou não.

Infografia explicativa e como funciona uma consolidação de créditos

Em termos processuais o que acontece é que a instituição financeira, à qual pede um crédito consolidado, irá comprar todas as suas dívidas aos credores.

Cobrando-lhe depois a si o pagamento integral (com juros) do montante em dívida.

Poderá solicitar este crédito tanto a bancos como a entidades privadas ou intermediárias de crédito que estejam registadas no Banco de Portugal.

Mas, na prática, como funciona uma consolidação de créditos?

Vamos a um exemplo.

Imagine que a família Alves tem diversos créditos ativos e quer diminuir a sua taxa de esforço mensal.

  • Total Em Dívida: 10.000 €
  • Prestação Atual: 400 €

Através das duas tabelas seguintes, vamos poder ter uma noção de qual será a poupança mensal real da família – se optar por saldar as suas dívidas através de um crédito consolidado a 4 anos (48 meses) ou a 8 anos (84 meses).

Entidade FinanceiraMTICNova MensalidadePoupança Mensal
Cetelem14.847,44 €174,66 €225,34 €
Cofidis14.661,80 €172,45 €227,55 €
Unibanco14.730,84 €173,27 €226,73 €

Para um crédito consolidado a 84 meses, neste exercício a Cofidis tem a melhor proposta – mensalidade de 172,45 €.

Isto representa uma poupança mensal de 227,55 €, face aos 400 € que despendem no momento.

Ou seja, falamos de uma poupança de quase 60%, que permite uma grande diminuição da taxa de esforço mensal por parte da família Alves.

  • Poupança Anual: 2.730,60 €
  • Total a Pagar: 14.661,80 €

Quanto maior for o prazo de pagamento do seu crédito, mais juros terá de pagar e maior será o montante total a liquidar

Porém, se a família Alves conseguir suportar uma mensalidade superior, para um prazo menor, o crédito consolidado ficaria mais barato.

Como? Vamos ver agora.

Entidade FinanceiraMTICNova MensalidadePoupança Mensal
Cetelem12.465,44 €256,03 €143,97 €
Cofidis12.514,88 €257,06 €142,94 €
Millenium bcp12.575.46 €258,31 €141,69 €

Com um crédito consolidado a 48 meses, observamos que a melhor proposta é da Cetelem (neste exemplo) que apresenta uma mensalidade de 256,03 €, com uma poupança de 143,97 € mensais.

Poupança Anual: 1.727,64 €

Total a Pagar: 12.465,44 €

Ao invés da família Alves pagar mensalmente 172,45 € (84 meses) pagaria 256,03 € (48 meses).

Isto faria com que a sua taxa de esforço fosse superior ao exemplo anterior, mas iria obter um Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC) bastante inferior.

Por isso, e em suma, esta família tem de avaliar o valor máximo disposta a pagar em prestação e depois encontrar a melhor proposta para consolidar os seus créditos.

Entidade FinanceiraTAEG
Cetelemdesde 8,1%
Cofidisdesde 9,8%
Unibancodesde 13%
Banco CTTdesde 11,1%
Montepiodesde 12,9%

Estas são algumas das entidades que disponibilizam crédito consolidado em Portugal.

Pela tabela, podemos afirmar que o Cetelem e o Cofidis são as entidades financeiras que disponibilizam o melhor crédito consolidado?

Apesar destas duas entidades apresentarem taxas de juro mínimas mais baixas, o que é um bom sinal, infelizmente, não lhe podemos dizer exatamente qual ou quais as melhores entidades para consolidar crédito, pois as propostas variam conforme:

  • Prazos de pagamento;
  • Montante total;
  • Créditos a serem consolidados;
  • Características da pessoa.

O que podemos dizer é que, o foco da análise pelo melhor crédito consolidado deverá ser no MTIC, que nos diz o valor total que uma pessoa terá de despender para obter o crédito, e que já inclui a TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) e todos os outros encargos com o empréstimo.

Por outras palavras:

A melhor entidade financeira será aquela que apresentar o menor MTIC tendo em conta o máximo que quer pagar mensalmente.

Não havendo, à partida, uma entidade que seja a melhor, terá de fazer simulações em várias entidades e averiguar todas as propostas até encontrar o melhor crédito consolidado para a sua carteira.

Aqui podem entrar as intermediárias de crédito.

Se entrar em contacto com uma intermediária, esta irá procurar, com base no seu pedido, a solução ideal no mercado.

Realçamos que, ao consolidar os créditos a intermediária que selecionar irá tratar de todo o processo, não tendo assim que entrar em contacto com cada uma das entidades para saldar a dívida.

Isto sem custos nem compromissos associados.

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Sim, é possível incluir uma hipoteca numa consolidação de créditos!

Sendo um crédito com hipoteca um crédito que tem como garantia um dado imóvel, em caso de incumprimento do pagamento das prestações mensais acordadas, a entidade fica com essa mesma salvaguarda.

Vantagens para o cliente?

Com um crédito com hipoteca, irá conseguir taxas de juros mais baixas – o que corresponde a um crédito mais barato.

Todavia, apenas faça um crédito consolidado com hipoteca se tiver a certeza que irá conseguir pagar os seus compromissos com a entidade financeira!

Como temos dito até aqui, consolidar créditos permite baixar a prestação mensal e ganhar alguma liquidez.

Contudo, para o fazer, terá de aumentar o prazo de pagamento do empréstimo, o que significa pagar juros durante mais tempo.

Porém, além do pagamento da TAEG, fazer um crédito consolidado significa saldar os créditos anteriores e criar um novo.

Ou seja, terá de pagar:

  • Taxa de Amortização: correspondente aos créditos antigos que pretende consolidar. Nos créditos com taxa variável o limite é de 0,5%, já num empréstimo com taxa fixa esse valor sobe aos 2%;
  • Comissão de abertura: algumas entidades não cobram esta comissão adjacente ao novo crédito;
  • Imposto de Selo pela Utilização do Crédito (ISUC): adjacente ao novo crédito;
  • Imposto de Selo sobre Juros: legalmente definido (4%) é também aplicado ao novo crédito.
  • Poupança Mensal
  • Prestação Única Mensal
  • Diminuição das Taxas de Juro
  • Acesso a Mais Financiamento
  • Maior Prazo de Pagamento
  • Acesso Limitado
  • Maior Custo Total
  • Custos Adicionais

Como podemos ver até agora, uma consolidação de créditos poderá trazer bastantes vantagens para as pessoas.

Porém, existem desvantagens que temos de destacar aos nossos leitores.

Numa consolidação pode também aumentar o seu financiamento.

A criação de um crédito consolidado acarreta custos adicionais relacionados com a criação de um novo contrato de crédito, tais como o imposto de selo.

Haverá também amortização dos créditos a consolidar, o que pode envolver penalizações associadas.

Todavia, o maior custo centra-se no facto da principal razão para uma consolidar créditos ser baixar os seus encargos mensais. Ora, para isso acontecer terá de aumentar o prazo de pagamento do crédito.

Contudo, obter um crédito consolidado, além de permitir baixar os encargos, permite que uma pessoa diminua o risco de incumprimento devido à alta taxa de esforço mensal.

O que resulta, como podemos vir no exemplo da família Alves, num MTIC superior (crédito mais caro a longo prazo).

Poderá conseguir uma resposta em menos de 48 horas na grande parte das entidades privadas de crédito.

O consumidor tem o direito de revogar o Contrato de Crédito no prazo de 14 dias de calendário, sem necessidade de invocar qualquer motivo, nos termos do artigo 17º do Decreto-Lei nº133/2009, de 2 de Junho, enviando comunicação com pedido de revogação.

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Apesar dos créditos consolidados serem pouco burocráticos, existem documentos e requisitos que terá de cumprir para ter acesso a um.

Os documentos a serem solicitados num crédito consolidado não variam muito em relação a outro tipo de empréstimos. Assim, terá de enviar:

  • Comprovativo de Identificação: cartão de cidadão dos titulares;
  • Comprovativo de Residência: por exemplo, a última fatura da luz, água ou telecomunicações;
  • Comprovativo de IBAN: pode ir ao seu Homebanking online ou ao Multibanco;
  • Último Recibo de Vencimento: em caso de trabalhador por conta de outrem;
  • Último Modelo 3 do IRS: em caso de trabalhador por conta própria;
  • Comprovativo de Pensão: caso seja pensionista;
  • Declarações/Extratos com o Valor em Dívida Atual: e o respetivo procedimento para a liquidação dos créditos a consolidar;
  • Mapa de Responsabilidades: clicar em “Central de Responsabilidades de Crédito” no site do Banco de Portugal.

Antes de se pedir um crédito, é necessário confirmar se somos elegíveis para avançar com a solicitação:

  • Mais de 18 anos e no máximo 80 anos no término do contrato;
  • Montante Mínimo em dívida de 5.000 €;
  • Conta bancária em nome do próprio;
  • Cidadão português ou estrangeiro com Título de Residência Permanente;
  • Domicílio fiscal em Portugal;
  • Situação profissional estável;
  • Sem incumprimentos ou incidentes no Mapa de Responsabilidades de Crédito.

Além destes requisitos, importa realçar que género de créditos poderá juntar. Assim, poderá consolidar:

  • Créditos Pessoais;
  • Cartões de Crédito;
  • Linhas de Crédito;
  • Créditos Automóveis;
  • Créditos com Hipotecas.

Quando falamos de créditos pessoais, incluímos créditos sem finalidade, formação, crédito obras, entre muitos outros.

No entanto, existem exceções, logo, não poderá consolidar tanto créditos comerciais como créditos que já tenham sido renegociados pela entidade financeira.

Um dos principais problemas relacionados com a acumulação de créditos é o elevado peso do mesmo no orçamento mensal das famílias.

Sabia Que?

Segundo o Banco de Portugal, o montante de novos contratos de crédito aos consumidores subiu 31,6% em março 2022 comparado com março de 2021.

Por isso, ao unir todas as suas dívidas numa só entidade, irá conseguir criar uma almofada financeira mensal que pode gerir da forma como bem entender.

Assim, sejam os créditos consolidados para aliviar a carga mensal, simplificar pagamentos ou diminuir o montante total a pagar no fim dos reembolsos, aconselhamos:

  • Pedir Propostas: Analise diversas propostas para garantir que adquire o melhor crédito possível para a sua carteira;
  • Evitar Agiotas: Não arrisque, evite pedir empréstimos a agiotas. Peça sempre o seu crédito pessoal em instituições financeiras certificadas pelo Banco de Portugal! Consulte a lista;
  • Analisar MTIC: Independentemente do seu objetivo com o crédito consolidado, o seu foco na análise tem de ser no MTIC e na mensalidade de cada proposta;
  • Pedir ajuda a Intermediárias: Entre em contacto com intermediárias de crédito para o ajudar a escolher as melhores propostas;
  • Pedir com Hipoteca: Se puder, opte por um crédito consolidado com hipoteca, assim terá acesso a taxas de juros mais amigáveis.

Está a procurar um crédito consolidado de 120 meses? Então leia no nosso artigo “Crédito Pessoal 120 Meses – É Possível? Onde Pedir?” e saiba onde e como o conseguir.

Realçamos também que, as instituições são obrigadas a fornecer toda a informação sobre o seu pedido de crédito através da Ficha de Informação Normalizada para que todas as propostas sejam transparentes.

Perguntas e Respostas

O que é um crédito consolidado?

Um crédito consolidado significa juntar as suas dívidas num só crédito.

Permite-lhe deixar de ter diversos contratos e passar a ter um pagamento único mensal mais baixo. Desta forma, irá reduzir os seus encargos e aumentar a sua liquidez.

Quais são os custos de um crédito consolidado?

Além do pagamento da Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG), fazer um crédito consolidado significa saldar os créditos anteriores e criar um novo.

Ou seja, terá de pagar:

  • Taxa de Amortização: correspondente aos créditos antigos que pretende consolidar. Nos créditos com taxa variável o limite é de 0,5%, já num empréstimo com taxa fixa esse valor sobe aos 2%.
  • Comissão de abertura: algumas entidades não cobram esta comissão adjacente ao novo crédito;
  • Imposto de Selo pela Utilização do Crédito (ISUC): adjacente ao novo crédito;
  • Imposto de Selo sobre Juros: legalmente definido (4%) é também aplicado ao novo crédito;

Qual o melhor banco para consolidar créditos?

Para encontrar o melhor banco para consolidar créditos terá de fazer diversas comparações de propostas e analisar diversos indicadores como a TAEG (taxa anual efetiva global) e o MTIC (montante total imputado ao consumidor).

Contudo, podemos dizer que o melhor banco será aquele que lhe oferecer o MTIC mais baixo perante a prestação máxima mensal disposta a ter.

Pedir para juntar créditos a uma intermediária é seguro?

Sim! Todas as instituições financeiras certificadas pelo Banco de Portugal são seguras. Aliás, um relatório recente criado pela APB, ASFAC, APDCA e DECO, aponta que a implementação deste regime criou um impacto positivo no funcionamento dos mercados de crédito, conferindo proteção e confiança os consumidores.

Crédito consolidado sem hipoteca é possível?

Sim! Porém, cada vez menos instituições permitirem um crédito consolidado sem hipoteca ou fiador.

Quanto menos garantias der, maior será o risco de incumprimento e maior serão as suas taxas de juro.

Que documentos preciso de fornecer num crédito consolidado?

Os documentos solicitados podem variar conforme as entidades, porém, estas são as mais recorrentes:

  • Cópia do Cartão de Cidadão
  • Mapa de responsabilidades de crédito do Banco de Portugal
  • Cópia dos 3 últimos recibos de vencimento
  • Cópia da última declaração de IRS
  • Comprovativo de IBAN
  • Comprovativo de Morada Fiscal

Devo consolidar ou renegociar créditos?

O seu primeiro passo deverá tentar fazer um crédito consolidado. Porém, o acesso não é fácil, pois basta estar numa situação de emprego precário e apresentar uma taxa de esforço demasiado alta que as entidades financeiras poderão recusar o seu pedido.

Caso não consiga uma consolidação então deverá entrar em contacto para ver alternativas para uma renegociação do crédito. Lembre-se, as entidades não são obrigadas a renegociar as suas dívidas.