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Amortização antecipada: descubra os prós e contras

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Imagine o seguinte cenário: conseguiu consolidar os vários créditos ao consumo que possuía e, agora, como conseguiu juntar um bom fundo de maneio, tem dúvidas se deve partir para a amortização antecipada (do crédito consolidado ou do crédito habitação que também tem) ou investir esse dinheiro.


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Por um lado, e tal como aqui temos vindo a referir, as regras das finanças pessoais ditam que utilize o dinheiro que conseguiu pôr de parte para saldar dívidas, mas, por outro, também não deve deixar de ponderar outras formas de gerir esta liquidez extra.

Na nossa opinião, tudo depende se o lucro que vai obter num qualquer produto de investimento é superior ao que vai poupar em juros se amortizasse o crédito.

A amortização antecipada compensa ou não?

Antes de mais, importa perceber que amortizar parte do capital em dívida num crédito é uma forma de poupar muito dinheiro em juros, especialmente se a taxa de juro do mesmo for elevada. Vamos a um exemplo concreto.

Exemplo de amortização antecipada

Tem um crédito habitação e o capital em dívida é de 150 mil euros a 40 anos. Está a pagar uma taxa de juro de 2%, o que perfaz um total de juros de 88.668€. Nestes termos, paga uma prestação mensal de 442€.

Se, por exemplo, amortizasse 20% do montante em dívida passaria a pagar uma prestação mensal de 383€ e um total de juros de 76.845€. Ou seja, a amortização antecipada render-lhe-ia 11.823€ de juros de poupança.

Como pesar os prós e os contras?

Portanto, antes de decidir se deve ou não amortizar o crédito, faça as contas a tudo o que ganha em amortizar a dívida e a tudo o que perde com isso. Se os ganhos forem maiores do que as perdas, então não hesite.

É importante recordar que numa amortização de crédito, não só está a adiantar o pagamento do valor que deve ao banco, mas também a reduzir todas as outras despesas – juros, comissões, seguro de vida do crédito habitação (se for este o caso). Ou seja, tudo baixa quando o valor em dívida desce.

Feitas estas contas, o deve fazer agora é avaliar se a taxa de juro que receberá por investir a sua poupança numa aplicação financeira lhe trará mais benefícios do que o valor que pouparia em juros na amortização antecipada. Se for esse o caso, o melhor mesmo é não amortizar o crédito.

O que não deve mesmo fazer é deixar o dinheiro parado numa conta-poupança que lhe rende juros bem próximos dos 0%. Esta seria a pior opção financeira a tomar.

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Resumindo: vantagens e desvantagens da amortização antecipada

A vantagem mais óbvia da amortização antecipada é, sem dúvida alguma, a de minimizar o encargo financeiro mensal. Se a amortização for total, fica sem dívidas. Se for parcial, fica com uma dívida mais reduzida.

Do lado das desvantagens há outros fatores a ponderar, até porque, como as instituições financeiras não estão interessadas na amortização do crédito, a primeira questão com que o vão confrontar será a das taxas que terá de pagar para o fazer.

Recorde-se que estas taxas serão sempre proporcionais ao valor que está a amortizar, logo, quanto mais amortizar, maior será o valor das taxas a pagar. E quais são os valores dessas taxas?

Apesar de variarem de instituição para instituição e entre o tipo de taxa de juro contratada – fixa ou variável -, existe um limite máximo estabelecido por lei para estes encargos, a saber:

  • Nos contratos de crédito com taxa de juro variável, a comissão não pode ser superior a 0,5% do capital reembolsado;
  • Nos contratos de crédito com taxa de juro fixa, a comissão não pode ultrapassar os 2% do capital reembolsado.

Importa saber a este respeito que, se a amortização antecipada se dever a desemprego, deslocação profissional ou morte de um dos titulares do empréstimo, ficará isento do pagamento desta comissão.

Amortização antecipada: como pedir e prazos a cumprir

Antes de amortizar o valor da dívida ao banco, terá de avisar a instituição financeira onde contraiu o crédito. E, a este respeito, importa recordar que há prazos a respeitar.

Amortização parcial

Neste caso, terá de avisar a instituição financeira com 7 dias úteis de antecedência, no mínimo, sendo que a amortização deverá coincidir com a data de pagamento da sua prestação mensal.

Amortização total

Neste caso, existem dois prazos a respeitar em contextos distintos.

1. Se quiser reembolsar o empréstimo na totalidade, deverá avisar o banco com 7 dias úteis de antecedência, coincidindo a data da amortização precisamente com a data do pagamento da prestação mensal.

2. Porém, se a amortização derivar, por exemplo, da venda da casa, deverá notificar a instituição com um aviso prévio de 10 dias úteis, para que possa ser emitido o documento que extingue a dívida do crédito à habitação. Isto porque este documento será necessário no momento da assinatura da escritura.

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