Crédito Pessoal

Crédito pessoal a 120 meses: vantagens e desvantagens

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Um crédito pessoal a 120 meses pode ter várias vantagens, mas também desvantagens. Importa, por isso, conhecer as suas características e saber em que situações é que compensa pedir um crédito a longo prazo.


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Vamos considerar que tem vindo a pensar em contratar um crédito habitação, mas como já tem dois créditos ao consumo (eletrodomésticos e casamento) e precisa de contratar brevemente um novo crédito pessoal para pagar um MBA, precisa de reunir condições para poder negociar o tal crédito habitação.

Referimo-nos, essencialmente, à sua taxa de esforço – pois nenhuma entidade bancária lhe aprovará um crédito habitação se a sua taxa de esforço for elevada.

Neste caso em particular, compensar-lhe-á contratar um crédito pessoal a 120 meses, uma vez que ao “esticar” o prazo de pagamento do crédito, a prestação mensal a pagar será consideravelmente mais baixa, tal como o indicador da sua taxa de esforço.

O que é a taxa de esforço?

A taxa de esforço traduz a percentagem dos gastos face ao vencimento de uma determinada pessoa ou família. Inclui não só o valor das despesas que tem com créditos face aos rendimentos – taxa de esforço simples -, mas também as despesas com filhos (se for caso disso) e as despesas do dia-a-dia (contas de luz, água, gás, telecomunicações) – a chamada taxa de esforço corrigida.

No momento de contratar um crédito, este é o indicador que as instituições financeiras vão ter em consideração para aprovar ou não o seu pedido.

Apesar de as entidades financeiras privadas aceitarem pedidos de crédito a pessoas com taxas de esforço superiores a 50%, as boas práticas aconselham a que a taxa de esforço seja de 30% – sendo que alguns bancos podem aceitar perfis até 40%.

credito pessoal a 120 meses

Vamos a um exemplo prático: se ganha 1000€, paga 300€ em prestações e tem outras despesas fixas mensais de 200€, então, a sua taxa de esforço corrigida é de 50%.

Como é que um crédito pessoal a 120 meses pode reduzir a taxa de esforço?

Ainda em terreno de hipóteses, vamos recuperar o cenário que apresentamos no início: tem vindo a pensar no crédito habitação, mas precisa de reunir condições para negociar com o banco esse empréstimo. Isso porque o seu perfil de créditos neste momento é o seguinte (créditos com prazo de pagamento a 60 meses):

Despesas com créditosTotal por mês
Crédito pessoal (eletrodomésticos)250€
Crédito pessoal (casamento)350€
Total das mensalidades600€

Partindo do princípio que o rendimento do seu agregado familiar é de 2400€, isto significa que a sua taxa de esforço simples, no momento, é de 25% (600€ / 2400€ x 100).

Porém, como precisa de investir na sua formação para dar um salto na carreira e, para isso, precisa de contratar um novo crédito pessoal para pagar um MBA (no valor de 20.000€), convém, para não agravar muito a sua taxa de esforço, optar por um crédito pessoal a 120 meses.

Façamos, todavia, a comparação entre um crédito a 60 meses e a 120 meses. Fizemos uma simulação na Credibom:

Crédito pessoal formação a 60 e a 120 mesesTotal por mês
Crédito pessoal a 60 meses422,78€
Crédito pessoal a 120 meses266,97€

Rapidamente se verifica que, se somasse a prestação de crédito pessoal a 60 meses às suas outras prestações com créditos (600+422, 78€= 1022,78€), a sua taxa de esforço simples iria disparar dos 25% para os 42%.

No caso de optar por um crédito pessoal a 120 meses, a sua taxa de esforço subiria de 25% para 36% – valor dentro dos perfis considerados pelos bancos para aprovação de novo crédito.

Vantagens e desvantagens do crédito pessoal a 120 meses

Do lado das vantagens, e além do facto de lhe permitir fazer uma gestão da sua taxa de esforço de acordo com as suas necessidades, as vantagens de um crédito pessoal a 120 meses são as seguintes:

1. Acesso fácil e rápido a financiamento;

2. Não precisa de justificar a finalidade do empréstimo;

3. A possibilidade de requerer liquidez adicional;

4. Pouca burocracia;

5. Comodidade.

Do lado das desvantagens é de referir que como está a contratar um crédito pessoal a longo prazo, o custo total do crédito será mais elevado. Por exemplo, no caso simulado acima – para um montante de 20.000€ -, o Montante Total Imputado ao Consumidor (MTIC) seria de 32.696,40€ (TAEG: 11,5 % e TAN: 9,85 %).

Isto é, se o que precisa verdadeiramente é de uma prestação mensal baixa, o que tem a fazer é gerir a Taxa Anual Efetiva Global (TAEG) e não perder de vista o MTIC – que corresponde à soma do montante do empréstimo e dos custos com juros, comissões, impostos, seguros e outros encargos.

Recordamos ainda que o acesso fácil e rápido a financiamento, proporcionado pelo crédito pessoal, é uma vantagem e, ao mesmo tempo, uma desvantagem. Isto porque poderá conduzir a uma acumulação impulsiva de vários créditos e, assim, a uma situação de endividamento excessivo.

casal a analisar credito pessoal a 120 meses

Cuidados a ter

Aconselhamo-lo a tirar partido do simulador de crédito pessoal do Portal do Crédito, pois tem acesso, em tempo real, às taxas de juro e condições das várias entidades de financiamento em Portugal. Assim, não precisa de andar a navegar por diversos simuladores.

Além disso, estude atentamente o contrato de crédito e a Ficha de Informação Normalizada (FINE) para evitar surpresas desagradáveis. Isto porque os créditos pessoais podem conter comissões associadas que não são totalmente claras aquando o momento da simulação.

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