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Agiotas: como atuam e quais os riscos destes empréstimos

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Pretende obter um empréstimo, com urgência e sem burocracias? Será fiável recorrer a agiotas? Saiba tudo sobre este tipo de financiamento (aparentemente) rápido e fácil, antes de dar o passo errado.


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Os agiotas, ou loan sharks, designação inglesa, são pessoas que, não estando associadas a qualquer empresa de crédito legalizada, concedem empréstimos de forma ilegítima. Aproveitam-se de situações de desespero para explorarem financeiramente as pessoas.

O termo é popular e, numa pesquisa pelo Google, encontrará inúmeros anúncios de agiotas a oferecerem os seus préstimos para ajudarem pessoas em situações de endividamento ou necessidade urgente de dinheiro.

Entenda os motivos das pessoas que procuram os agiotas e os perigos que desconhecem.

Os benefícios que procuram os clientes dos agiotas

As pessoas que recorrem a esta possibilidade de aquisição rápida de dinheiro fazem-no pela facilidade com que o mesmo pode ser obtido. Neste tipo de empréstimo não são exigidas formalidades, como os habituais documentos que os bancos ou outras entidades solicitam.

As ofertas são bastante apelativas, com quantias avultadas de dinheiro, sem haver necessidade de se celebrar um contrato. E o montante pretendido é disponibilizado num curto espaço de tempo.

Desvantagens deste tipo de concessão

Os empréstimos estão sujeitos a taxas de juro que podem rondar os 50% e 80% e são feitos por pessoas, coletivas ou singulares, não autorizadas pelo Banco de Portugal a dar crédito.

Apesar de não pedirem documentos, os agiotas exigem, como garantia, cheques pré-datados, bens imóveis ou bens móveis de valor elevado. Estes dificilmente são recuperados se a pessoa não conseguir pagar o empréstimo no prazo estabelecido.

Casos já houve em que as pessoas deram casas como garantia alterando, para o efeito, a titularidade dos imóveis. Muitas perderam-nas assim que falharam o pagamento de uma prestação.

Outras pessoas acabam por se endividar ainda mais para conseguirem pagar aos agiotas.

crédito com problemas no banco de portugal

Riscos associados

Sendo a agiotagem uma prática ilegal, estamos perante um crime previsto na lei n.º 48/95, artigo 226.º Usura, e punível com 2 a 5 anos de prisão.

Sem documentos, o lesado não tem como comprovar esta irregularidade e não pode apresentar queixa a quem de direito.

Alguns agiotas chegam a recorrer à pressão e violência para cobrarem aos seus clientes os valores que estes não conseguem liquidar.

Público-alvo dos agiotas

Os clientes mais vulneráveis são as pessoas impossibilitadas de conseguirem um empréstimo bancário, seja por endividamento, situação de desemprego, porque o seu rendimento é insuficiente para garantir o reembolso, ou por qualquer outro impedimento.

Agiotagem em Portugal

No país, com a crise económica, multiplicaram-se os casos de burla por agiotas, sobretudo nas zonas mais empobrecidas. Famílias inteiras foram vítimas de usura.

O aumento do desemprego e do custo de vida, paralelamente à redução dos salários, apoios do estado e prestações sociais provocaram endividamentos.

As taxas de juro dos empréstimos aumentaram nas instituições de crédito autorizadas, tornando mais difícil a ajuda aos portugueses. Muitas pessoas procuraram soluções mais céleres.

As autoridades têm registo de muitas ocorrências nos últimos anos, incluindo queixas de ameaças e agressões por parte dos agiotas.

Opções para pedir um empréstimo de forma legal

De acordo com a finalidade para a qual pretende que lhe seja concedido um crédito, existe uma diversidade de entidades com legitimidade para o fazer.

Geralmente, os créditos mais requisitados destinam-se a habitação, obras e mobiliário, compra de automóveis, ou para fins mais específicos, como situações de saúde, formação, financiamento de viagens, pagamento de dívidas, aquisição de produtos ou investimento em pequenos negócios, entre outros.

No site do Banco de Portugal ou, presencialmente, junto desta entidade, pode consultar todas as instituições autorizadas a conceder crédito, para que não corra riscos desnecessários.

Como funciona o empréstimo bancário

Nos bancos, o pedido de empréstimo é seguido de uma avaliação das condições do cliente. Quando aprovado, é assinado um contrato pelas duas partes e, posteriormente, depositado o valor solicitado na conta do consumidor.

É acordado um prazo durante o qual o cliente comprometer-se-á ao reembolso à entidade bancária, através de uma prestação mensal de um determinado capital acrescido de juros.

É conveniente que, antecipadamente, o interessado no empréstimo se informe sobre as taxas de juro e avalie o seu orçamento e taxa de esforço, para que perceba se pode ou não assumir este compromisso com o banco e cumprir todos os termos.

Um empréstimo bancário pode ir até um valor de 75.000€ e um prazo máximo de 120 meses.

Se tem necessidade de solicitar montantes mais baixos, o cartão de crédito é uma escolha adequada. O seu banco disponibiliza um determinado plafond que pode usufruir sempre que seja necessário, sem ter que recorrer à sua conta à ordem.

A devolução do valor utilizado pode ser feita, na totalidade, de forma gratuita, até 50 dias, ou estar sujeita a juros, se optar por reembolso parcial.

Possibilidades de crédito online, sem riscos de se envolver com agiotas

Muitos bancos e instituições financeiras têm, atualmente, plataformas online para simular e solicitar crédito pessoal. Pode, assim, mais facilmente, fazer comparações entre as várias ofertas de serviços de empréstimo disponíveis.

Aconselhamos a tirar partido do nosso simulador de crédito, pois tem acesso, em tempo real, às taxas de juro e condições das várias entidades de financiamento em Portugal. Assim, não precisa de navegar por diversos simuladores.

A simulação de crédito compreende o valor que deseja solicitar e o prazo de reembolso. Após a submissão de todos os documentos, poderá ser-lhe concedido o crédito, num intervalo até 48 horas.

Confira algumas entidades onde poderá obter crédito online:

Conheça os documentos que lhe serão, sempre, solicitados pelas instituições de crédito

  • Documento de Identificação;
  • Comprovativo de Residência;
  • Comprovativo de IBAN;
  • Declaração da Entidade Patronal;
  • Rendimentos: recibo de vencimento, declaração de IRS e comprovativo de reforma, se for o caso.

Estes documentos são analisados pelas instituições financeiras, para que seja calculado o nível de risco e se aprove, ou não, a concessão do empréstimo, de acordo com probabilidade de o cliente conseguir pagar o crédito de volta.

Conselhos para que não corra riscos no momento de pedir um empréstimo

Se, de facto, tem problemas em obter empréstimo através destas entidades, pondere bem no momento de recorrer a particulares. Não peça dinheiro a pessoas com as quais não tem qualquer tipo de relação.

Seja por via das redes sociais, onde pode encontrar perfis ou páginas de investidores privados, que oferecem atrativas taxas de juro, ou em sites com uma imagem “aparentemente” credível, não arrisque. Ainda que lhe sejam solicitados, apenas, dados para verificação da sua situação económica, a probabilidade de ser vítima de fraude, pelos agiotas, é grande.

Também panfletos distribuídos porta a porta ou anúncios de jornal podem incentivar as pessoas sem acesso a crédito bancário e em situação de desespero a entrar nestes esquemas de financiamento ilegal.

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