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João Fins
Revisto por João Fins
João Fins

Licenciado em Economia e com experiência em finanças pessoais. Como redator no Portal do Crédito, tenho a missão de ajudar esclarecer as dúvidas mais comuns dos nossos leitores, no que aos diferentes tipos de crédito diz respeito.

Ajuda Financeira Para Pagar Dívidas? Saiba o Que Fazer

Quando o orçamento de um agregado familiar começa a ficar comprometido, é sinal que está na hora de adotar algumas mudanças para evitar incumprimentos difíceis de saldar.

Muitas pessoas que não conseguem pagar os seus créditos procuram dinheiro urgente para pagar dívidas. No entanto, este pode não ser o primeiro caminho a seguir para estabilizar a sua saúde financeira.

Assim, se precisa de ajuda financeira para pagar dívidas saiba neste artigo algumas dicas do que deve fazer a curto e médio prazo para ultrapassar uma fase mais difícil.

Muitas vezes, mais do que saber o que fazer para resolver os seus problemas financeiros, é necessário saber que erros deve evitar cometer para não comprometer ainda mais as suas contas.

Neste sentido, antes de avançarmos para formas de poupança, vamos enumerar os 3 erros mais comuns:

Quando temos dívidas não relacionadas com créditos à banca, recorrer a um crédito pessoal pode ser um caminho viável para estabilizar as contas a curto prazo e obter a liquidez que tanto necessitamos.

Contudo, pedir um novo crédito para pagar outros créditos somente o vai ajudar a entrar num ciclo vicioso de endividamento excessivo que dificilmente consegue sair.

Além disso, se já estiver em incumprimento com alguma entidade financeira o seu nome vai estar obrigatoriamente na lista de devedores do Banco de Portugal.

Isto significa que vai estar impedido de solicitar crédito com problemas bancários até a situação estar resolvida.

Um cartão de crédito é uma forma de conseguirmos gerir melhor as contas quando não temos saldo suficiente na nossa conta à ordem.

É uma solução bastante prática quando temos uma dívida de última hora como uma conta no mecânico, uma conta da luz ou uma multa e estamos a zeros na conta.

No entanto, só é uma solução viável porque permite reembolsar o dinheiro utilizado de forma adiantada no mês seguinte sem o pagamento de juros.

Se falhar o pagamento do valor na sua totalidade o consumidor tem de pagar taxas de juro muito elevadas.

Por exemplo, a taxa de juro máxima praticada nos cartões de crédito é de 17,4% (Dados do Banco de Portugal), enquanto num crédito pessoal online normal os valores são mais baixos.

Pedir dinheiro a agiotas portugueses pode parecer uma forma rápida e simples de saldar dívidas com bancos ou pagar outras dívidas do dia a dia.

Como a agiotagem é uma prática ilegal e não regulada pelo Banco de Portugal, acaba por ser muito procurado por quem precisa de dinheiro urgente para pagar dívidas em atraso.

Contudo, além de ser algo ilegal, ao optar por esta solução vai correr um elevado risco de ser vítima de burlas e complicar ainda mais a sua saúde financeira.

Muitos pedem dinheiro para que o pedido de crédito seja aprovado ou enviado para as contas bancárias para depois desaparecerem, deixando a vítima com ainda mais dívidas.

SoluçãoEstado Financeiro
Consolidação de DívidasEm Risco
Transferência de CréditoEm Risco
PARIEm Risco
PERSIEm Incumprimento
InsolvênciaEm Incumprimento

Estar com problemas financeiros é algo infelizmente comum para os portugueses. Logo ao longo dos anos foram criados diversos mecanismos e produtos financeiros de apoio para quem se encontra em situações mais complicadas.

Algumas das medidas a adotar podem ser utilizadas somente por quem se encontra em incumprimento com a banca (dívidas com créditos), enquanto outras podem só ser acionadas se estiver em risco.

Se está com medo de falhar os seus compromissos com a banca uma consolidação de créditos pode ser uma ótima solução para baixar a sua taxa de esforço mensal de forma considerável.

Este produto financeiro permite os clientes juntar os seus créditos num único contrato com prazos de pagamento mais alargados para pagar menos por mês.

As possibilidades de consolidação são imensas. Ou seja, pode juntar todos os tipos de crédito ao consumo mesmo que estejam em diferentes entidades financeiras.

Por exemplo, algo comum é solicitar uma consolidação de um crédito pessoal ou automóvel com um, ou vários cartões de crédito.

Além disso, poderá pedir um financiamento extra alocado ao novo contrato.

Saiba mais sobre esta solução no nosso artigo sobre Crédito Consolidado.

Pode também pegar nos seus créditos ao consumo e juntar ao seu crédito habitação fazendo um crédito consolidado com hipoteca.

Apesar do endividamento ser maior nesta solução, vai deixar de estar em risco de incumprimento e vai aumentar a sua qualidade de vida de forma imediata.

Uma renegociação de créditos permite alterar as condições do empréstimo atual com a entidade financeira por forma a reduzir a mensalidade que o cliente paga atualmente.

Neste sentido, se ainda não está em incumprimento, mas sente dificuldades em pagar a mensalidade, deverá entrar em contacto com a sua entidade e solicitar uma renegociação.

Ao entrar em contacto o cliente aciona o PARI (Plano de Ação para o Risco de Incumprimento).

Esta medida obriga o banco a fazer uma avaliação da sua situação financeira atual e propor ações como o prolongamento dos prazos de pagamento atuais.

A renegociação pode não ser aceite se a sua taxa de esforço mensal não significar perigo de incumprimento, contudo é um ponto de partida importante para tentar melhorar a sua disponibilidade financeira mensal.

Não se esqueça que não é do interesse da banca que os seus clientes entrem em incumprimento e deixem de cumprir com os seus compromissos.

Caso já se encontre em incumprimento com a banca então ao entrar em contacto vai ser acionado o PERSI (Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento).

Este procedimento funciona como o último, mas implica o pagamento de penalizações pela dívida em atraso. Por isso, é sempre de evitar chegar a esta situação.

Quando fazemos um crédito habitação não somos obrigados a manter as condições do contrato até ao final do prazo estabelecido.

Assim, se vir que está a pagar demais pelo seu contrato e a instituição da qual é cliente não quer ou não apresentou uma proposta que vá ao encontro do que procura, então uma transferência de crédito pode ser o caminho.

Esta solução permite deixar de ter um contrato de crédito com o banco atual e passar a pagar a sua dívida numa nova instituição.

Se está a ponderar seguir esta via, faça simulações em diversas financeiras ou entre em contacto com uma intermediária de crédito para o ajudar.

Pelo menos até final do ano a maioria dos bancos está a isentar os novos clientes do pagamento de custos associados.

Por vezes, nem com ajuda financeira para pagar dívidas conseguimos resolver os problemas. É nestas situações que a insolvência pessoal pode ser uma alternativa.

A insolvência é o último recurso a considerar para resolvermos os nossos problemas financeiros com a banca e somente deve ser posta em cima da mesa quando já tiver o seu salário penhorado e não tiver rendimentos nem património para saldar as dívidas em causa.

Mesmo insolvente, as dívidas com as Finanças, Segurança Social e com pensões de alimentos vão se manter.

O pedido deve ser feito por escrito ao tribunal e para avançar com o processo tem de cumprir alguns requisitos como:

  • Ter dívidas laborais;
  • Mais de 20 credores;
  • Dívidas superiores a 300.000 euros.

Se decidir avançar com o processo vai ter de entregar todo o seu património e enviar parte do seu rendimento aos credores durante 3 anos.

Após esse período apesar de ficar livre de quaisquer dívidas, irá ficar com o registo que teve insolvente no Banco de Portugal, algo que poderá dificultar o acesso a novos créditos.

Formas de PoupançaNível de Poupança
Renegociar Seguro AutomóvelAlto
Eliminar Seguros DesnecessáriosMédio
Renegociar Pacote TV NET VOZBaixo
Apoios do Estado e dos MunicípiosAlto
Mudar Contrato de EletricidadeMédio

Ao invés ou além de pedir ajudar financeira para pagar créditos, as famílias podem também procurar outras formas de poupança direta.

Para isso é necessário avaliar o orçamento mensal e saber maximizar os rendimentos e diminuir as despesas.

Neste sentido, deixamos algumas das dicas que podem ter um impacto direto positivo ao fim de cada mês:

Os seguros dos veículos podem representar um custo anual muito elevado para o seu orçamento. Por isso, é importante analisar que coberturas está a pagar e descartar as menos importantes.

Analise as coberturas, compare os preços de diversas seguradoras com preços acessíveis e solicite propostas.

Renegociar o seu seguro automóvel ou fazer novo seguro numa outra seguradora pode ser sinónimo de poupar algumas centenas de euros anuais.

Quando compramos um telemóvel, tablet, computador ou outro dispositivo tecnológico, muitas das vezes as empresas tentam nos vender a necessidade de adquirir um seguro contra roubos ou acidentes.

Eliminar alguns destes seguros, dependendo do valor do produto, podem significar uma poupança de algumas dezenas de euros mensais.

Naturalmente que ter um seguro para quaisquer eventualidades é algo positivo. Contudo, em situações de maior delicadeza financeira estes pontos podem representar uma poupança mensal considerável.

Se há algo que as empresas de telecomunicações não gostam é de perder o seu cliente para o concorrente devido ao preço.

Neste sentido, esteja atento às promoções atuais e entre em contacto com a sua prestadora para negociar o contrato.

Claro que se estiver no final do contrato a sua margem de manobra na negociação será maior, todavia não perde nada em tentar aumentar os serviços a que tem direito pelo mesmo ou por um menor custo mensal.

Com as taxas de juro tão elevadas e com as famílias portuguesas com cada vez mais dificuldades em pagar as suas rendas o governo tem aprovado diversas medidas de apoio.

Uma dessas é o recente apoio de cerca de 100 euros mensais a quem tem uma taxa de esforço igual ou superior a 35% (rendimento mensal afeto ao pagamento da renda) e rendimentos coletáveis até 38.632 euros (6.º escalão do IRS).

Existem outros apoios à habitação para a população (saber mais no Portal da Habitação) e alguns específicos para jovens (saber mais no Porta 65 Jovem).

Além disto, tanto o governo como o município da sua residência poderão ter apoios de IMI, apoios de natalidade, benefícios para comprar casa se tiver alguma deficiência, comparticipações nos estudos, entre muitos outros.

Esteja atento, pois poderá ser legível para algum apoio mais concreto.

Com as dificuldades financeiras a baterem nos à porta, uma das formas de tentar reduzir custos é com o contrato de eletricidade.

É importante analisar as tarifas sociais contratadas e optar pela opção mais barata conforme as suas necessidades. Em regra geral a tarifa regulada é a mais barata, todavia esse pode não ser o seu caso.

Se pretende encontrar outras formas de poupar como na conta da água, luz e eletricidade aconselhamos a leitura do blog Contas Poupança.

Além disso, é importante criar hábitos de poupança energética e remover ou substituir aparelhos eletrónicos que contenham consumos demasiado altos e manter as temperaturas corretas do seu frigorífico.

Substituir as lâmpadas para umas mais económicas poderá também ser um bom caminho a adotar.

Como pode ter visto ao longo do artigo existem consequências para quem não paga um crédito, por isso se sente que está em risco de o fazer, deverá tomar as medidas preventivas necessárias o quanto antes.

Quando está com dificuldades em pagar as suas contas o primeiro passo é anotar onde está a ser gasto o seu dinheiro e onde é que poderá poupar de forma imediata.

Isto porque, por vezes, procuramos adquirir um empréstimo urgente para hoje quando existem alternativas mais saudáveis que podemos tomar numa primeira fase.

Se precisa de ajuda financeira para pagar dívidas relacionadas com créditos então existem algumas opções que poderá tomar como a renegociação ou uma transferência de crédito.

Outra opção cada vez mais solicitada pelos portugueses é a consolidação de créditos que permite os consumidores poupar até 60% dos seus encargos financeiros atuais.

Uma poupança muito bem-vinda para quem está com dificuldades.

Perguntas e Respostas

Como resolver dívidas com Bancos?

Se um cliente bancário está com dívidas por pagar deverá entrar em contacto com este por forma a arranjar uma solução que beneficie ambas as partes como, por exemplo, o alargamento dos prazos de pagamento.

Para saldar a dívida em atraso terá, contudo, de pagar juros de mora.

Onde obter ajuda financeira para pagar dívidas?

Se as dívidas do consumidor forem relativas a créditos então estará impedido de solicitar novos empréstimos até regularizar a sua situação financeira. Nestes casos poderá solicitar uma renegociação com a banca.

Caso o consumidor tenha dívidas sem ser com créditos, então poderá pedir crédito em qualquer instituição financeira em Portugal desde que cumpra com os requisitos mínimos.