Crédito Habitação

Crédito para trocar de casa: como entrar com o pé direito

crédito para trocar de casa
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Está prestes a decidir mudar-se – de armas e bagagens – para um novo lar, mas não quer esperar pela venda do atual? Eis o que precisa de saber sobre o crédito para trocar de casa, para encurtar a distância do passo.


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Aumento ou diminuição do agregado familiar, transferência geográfica do local de trabalho ou outros motivos, mais ou menos pragmáticos – quaisquer que sejam as circunstâncias, há um denominador comum na quase totalidade dos milhares de portugueses que, todos os anos, mudam de residência e ponderam a contratação de um novo empréstimo bancário. Trata-se da ronda pelas instituições de crédito, para fundamentar bem a decisão a tomar. A tal que, frequentemente, nos acompanha quase a vida toda. E é aqui que o crédito para trocar de casa entra na equação de muitos.

Esta nova opção de crédito passa relativamente despercebida à maioria das pessoas. E é natural que, face à quantidade de informação e das variáveis em ponderação, a maioria delas saia do banco com a “cabeça cheia”. Às vezes mais pesada do que entrou!

Este artigo existe para providenciar – mais do que a sensação – o efeito contrário. Ele visa clarificar as ideias, atenuar as incertezas e as indefinições, facilitar as contas e encurtar o périplo informativo. E, já agora, decisório.

Crédito para trocar de casa: uma solução, não um bicho de sete cabeças!

Pedir um novo crédito ou manter o mesmo? Que soluções e/ou variantes existem no mercado? Quais as vantagens e os inconvenientes do empréstimo bancário a contrair? – são interrogações frequentes.

O crédito para trocar de casa surgiu (em contexto de retoma económica) no catálogo de muitas entidades bancárias – e as demais autorizadas pelo Banco de Portugal – como solução específica para obstar a um problema momentâneo de milhares de pessoas e, claro, não nos iludamos, as instituições em causa ganharem dinheiro no processo (ninguém dá nada a ninguém, certo? Não é nada pessoal. É negócio puro. O que importa saber é se ele é a medida certa e eficiente para o seu caso. Apenas.)

Esta modalidade pode ser uma opção interessante para quem precisa, ou simplesmente quer, mudar de casa e pretende acelerar o processo (mas afastando aquela pressa que é má conselheira), sem ter de esperar pela venda da atual habitação e pela resolução do respetivo crédito, inclusive pela morosidade e burocracia do processo.

Spreads mais baixos nos empréstimos para trocar de casa

Claro que, como não é um dos afortunados com pé-de-meia suficiente para pagar a pronto uma casa, também lhe deve causar borboletas no estômago (pensar e) ter de pagar mensalmente dois créditos-habitação – e este é o problema que a urgência atrás mencionada levanta, dado que as prestações são normalmente consideráveis e de longa duração…

Mas, na prática, este tipo de crédito vem dinamizar mais o crédito-habitação, pois que permite a muita gente avançar para a compra com folga temporal suficiente para gerir a venda (da “antiga” casa). Este era, aliás, um dos travões do mercado: a dificuldade de, simultaneamente, comprar e vender um imóvel.

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Ora, o crédito para trocar de casa permite ao cliente que usufrui de um empréstimo à habitação beneficiar, no crédito da nova residência, de um spread (margem comercial do banco) mais baixo face ao valor padronizado em vigor, isto enquanto não vender a residência em questão. Algumas instituições designam esta característica de “prestação diferenciada”.

No entanto, também não é menos verdade que alguns bancos encontram neste nicho de mercado uma oportunidade para, na peugada, atualizar spreads antigos, muito baixos, daqueles que já não se praticam – inferiores a 1%, por exemplo. Logo, convém ver se é o seu caso e se o passo será de todo aconselhável.

Às vezes, as campanhas são confusas. E o que surge anunciado como um spread vantajoso pode ter associadas condições (e contas adicionais) que fazem esmorecer um pouco o adjetivo.

Entidades como o Santander Totta, a UCI – União de Créditos Imobiliários, ou o Novo Banco, entre outros, dispõem desta alternativa de crédito, com diferentes nuances. Informe-se das condições e compare. E, caso queira apurar os fatores de decisão, não deixe de usar alguns simuladores online que existem no mercado.

Aconselhamos a tirar partido do nosso simulador de crédito, pois tem acesso, em tempo real, às taxas de juro e condições das várias entidades de financiamento em Portugal. Assim, não precisa de navegar por diversos simuladores.

Taxas e encargos reduzidos

Seja como for, para tornar o crédito para trocar de casa ainda mais interessante, os bancos costumam igualmente facultar taxas e encargos associados à operação com preços mais reduzidos do que é normal.

É o caso, por exemplo, da amortização do crédito (quando o cliente pretende pagar antecipadamente parte ou a totalidade do empréstimo). Ou seja, normalmente, se conseguir vender o seu imóvel atual nos dois primeiros anos – e quiser utilizar o dinheiro para atenuar a nova dívida contraída – não terá de pagar os custos relativos à comissão de amortização antecipada do empréstimo que contraiu.

De uma outra forma, se a margem de carência utilizada pelo cliente para reembolsar a dívida atrás referida ficar dentro do intervalo de tempo definido, as entidades de crédito facultam taxas de comissão de amortização antecipada mais reduzidas do que o habitual.

Depende, porém, de instituição para instituição e das condições do contrato, o qual pode, inclusivamente, fazer incidir o valor sobre o total de capital a reembolsar ou do capital da anterior habitação – consoante o montante que foi financiado.

Prós e contras do crédito para trocar de casa

Chegado aqui, já deve ter parado pelo menos uma vez na leitura e ponderado se o crédito para trocar de casa poderá ser uma rota aconselhável para si. Sintetizemos, por isso, os prós e os contras mais evidentes da solução.

A favor

1. Se a prioridade número um for a compra de uma nova casa (e não a venda da atual), possibilita-lhe focar-se imediatamente nesse objetivo, com custos de financiamento mais reduzidos, entre os quais spreads mais baixos do que um crédito-habitação normal;

2. Faculta-lhe tempo adicional para centrar a sua atenção na segunda meta, que é vender o imóvel que está a deixar para trás ao melhor preço possível no mercado, e não o preço que a pressa do negócio o poderia fazer baixar;

3. Permite-lhe amortizar o dinheiro da venda desse imóvel, sem ter que pagar a habitual comissão por reembolso antecipado (se vendê-lo rapidamente), ou vê-la em patamares inferiores ao que é normal (se demorar um pouco mais do que estava à espera a comercializar a casa anterior);

4. O crédito para trocar de casa permite-lhe ainda, consoante as entidades bancárias, a possibilidade de carência de capital (opção que permite, durante algum tempo, ficar a pagar somente a parte da prestação referente aos juros), dando-lhe assim um prazo razoável para realizar a venda da sua habitação.

Contra

1. Transporta o risco de ver-se com duas prestações mensais de crédito-habitação, na hipótese de não conseguir alienar a casa que dispensou;

2. Se era um dos felizardos com uma taxa de spread muito baixa, o banco pode aproveitar para rever em alta a sua margem comercial;

3. Eventualmente, e dependendo de banco para banco, outras condições acopladas ao novo financiamento, no que na gíria se designa por cross-selling (venda cruzada de outros produtos financeiros), dependendo da “força” negocial do cliente.

Se está a pensar pedir financiamento para comprar casa, fique a conhecer ainda todos os documentos necessários para crédito habitação.

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Alberto Moreira
Alberto Moreira dedica-se à escrita e comunicação desde 1996. No Portal do Crédito, procura desconstruir e simplificar a linguagem financeira, tornando-a acessível a todos os cidadãos.