Crédito Pessoal

Guia do crédito pessoal: como contratar, simulações, direitos e deveres

como escolher um crédito pessoal
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O crédito pessoal está legislado pelo regime do crédito ao consumo, razão pela qual as taxas a aplicar (nomeadamente a TAEG) têm tetos máximos e variam de acordo com a finalidade do crédito específico.


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Por norma, os valores concedidos para este tipo de crédito variam entre os 200€ e 75.000€, sendo que se trata de uma solução simples, flexível e rápida para conseguir aquele dinheiro extra de que tanto necessita.

Contudo, antes de contratar um crédito pessoal, há que avaliar bem um conjunto de fatores, por exemplo:

  • A sua taxa de esforço, isto é, se tem capacidade financeira para pagar o empréstimo (de forma a evitar situações de incumprimento bancário ou de sobreendividamento);
  • Qual a finalidade do crédito e as taxas de juro aplicáveis;
  • Quais os indicadores a ter em consideração para comparar créditos entre diferentes instituições financeiras.

O que é o crédito pessoal?

Em poucas palavras, o crédito pessoal é um empréstimo, solicitado a uma entidade bancária ou instituição financeira. Tal como em qualquer outro tipo de empréstimo, é solicitada uma quantia específica e o pagamento é feito através de prestações mensais durante um determinado prazo.

Seja para fazer face a despesas inesperadas, investir num projeto profissional, fazer uma viagem de sonho, trocar de automóvel ou simplesmente comprar um computador novo, o crédito pessoal é, atualmente, uma das soluções de financiamento a ter em consideração.

Isto porque, nos dias que correm, a rapidez e a facilidade com que se pode obter um crédito pessoal – também pela possibilidade de ser solicitado online – são vantagens bastante atrativas quando comparadas com as de qualquer outro tipo de crédito ao consumo.

Como contratar um crédito pessoal

Antes de mais, importa referir que, antes de contratar qualquer tipo de crédito ao consumo, deve fazer uma análise de mercado, recorrendo aos simuladores online.

Depois de analisar atentamente as opções apresentadas, pode contratar o crédito presencialmente, junto da instituição financeira que escolheu, ou online, sendo que o processo é relativamente simples.

Se pedir o crédito pessoal numa entidade bancária, a contratação é, por norma, feita presencialmente e exige mais burocracia. Ainda assim, poderá ser uma opção especialmente vantajosa, dado que as taxas de juro são, normalmente, um pouco mais baixas.

Junto de uma agência de crédito, o processo de contratação é efetuado online e, se for aprovado, o dinheiro solicitado poderá estar na sua conta num espaço de 48 horas. Apesar de cada caso ser um caso, as taxas de juro das instituições financeiras são, geralmente, um pouco mais altas.

Se contratar um crédito online, necessita apenas de preencher um formulário – no qual simula o montante e o prazo de pagamento do empréstimo a contrair -, inserir os seus dados pessoais e finalizar o seu pedido. Posto isto, obterá, no espaço de poucos minutos, uma resposta ao seu pedido.

Se a resposta for positiva, terá de conferir todos os dados, imprimir o contrato, assinar e enviar o mesmo, juntamente com a cópia dos documentos solicitados para a instituição que lhe está a conceder o crédito. Depois de validado o pedido, o montante solicitado será depositado na sua conta bancária no espaço de 24 a 48 horas.

Qual a documentação necessária?

A contratação de um crédito pessoal online implica pouca burocracia. Por norma, os documentos solicitados são os seguintes:

  • Cartão de Cidadão;
  • Número de Identificação Fiscal;
  • Última declaração de IRS;
  • Últimos 3 recibos de vencimento;
  • Comprovativo de morada;
  • Comprovativo de NIB.

Não descure as simulações

O simulador do Portal do Crédito visa identificar a entidade com as melhores condições de crédito pessoal para si, de acordo com as suas necessidades e características do seu perfil.

Tem acesso, em tempo real, às taxas de juro e condições das várias entidades de financiamento em Portugal. Assim, não precisa de andar a navegar por diversos simuladores.

mulher a analisar taxas de juro do credito pessoal

Taxas de juro e encargos no crédito pessoal

Há algumas modalidades de crédito pessoal (por exemplo, outros projetos ou multifinalidades) nas quais não têm de indicar a finalidade do crédito. Porém, tenha em atenção que há finalidades cuja taxa de juro pode ser bastante mais baixa.

Por exemplo, sempre que a finalidade do crédito pessoal for para investir em estudos, comprar equipamentos de energias renováveis ou até liquidar despesas de saúde, a TAEG máxima a aplicar é muito mais baixa do que em casos de créditos para obras em casa ou créditos para férias.

Nestes casos em particular, talvez seja vantajoso para si indicar à instituição financeira qual a finalidade do crédito pessoal que está a pedir, de forma a poder beneficiar das melhores taxas possíveis.

Não se esqueça, porém, que as instituições bancárias exigem comprovativos da finalidade do crédito pessoal para concederem taxas mais reduzidas. Por exemplo, no caso de estar a pensar investir numa pós-graduação terá de apresentar o comprovativo de matrícula.

Taxas máximas para o 3º trimestre de 2019

As taxas máximas aplicáveis são as seguintes:

  • Finalidade Educação, Saúde, Energias Renováveis: 6,2%
  • Outros Créditos Pessoais (sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades): 13,6%

Outros encargos

Além da taxa de juro, poderá ainda ter de pagar comissões e outros encargos associados ao contrato de crédito. Para que fique a conhecer ao detalhe estes encargos, as instituições financeiras terão de lhe apresentar uma Ficha de Informação Normalizada (FINE) – na qual devem constar os valores:

No crédito pessoal, o Imposto de Selo incide sobre:

  • O montante dos juros e comissões cobradas: 4%;
  • O montante do crédito utilizado:
    • 0,192%, por mês, para prazos inferiores a 1 ano;
    • 2,4% para prazos superiores ou iguais a 1 ano e inferiores a 5 anos;
    • 2,4% para prazos superiores ou iguais a 5 anos;
    • O capital em dívida, em cada mês, para os créditos de duração indeterminada: 0,192%.

Importa frisar que a TAEG e o MTIC, ao refletirem os custos totais do crédito, são os indicadores a utilizar para comparar diferentes propostas de crédito.

Além disso, e na altura de contratar um crédito pessoal, a prestação mensal mais baixa não é o indicador a ter em consideração para avaliar se se trata de um crédito barato. Não representa, de todo, o custo do crédito, até porque uma prestação baixa pode significar um MTIC bastante elevado.

Por esta razão, o nosso conselho é que opte, na medida do possível, por um prazo de pagamento curto. Quanto mais depressa conseguir pagar o empréstimo, menor será o custo total do mesmo.

Escolher taxa de juro fixa ou variável?

Recordamos que a taxa de juro cobrada no crédito ao consumo pode ser fixa ou variável.

Se optar por uma taxa de juro fixa, a prestação mensal mantém-se constante durante o período do contrato e conhece, desde o momento em que assina o contrato, o montante total de juros que vai pagar.

Agora se optar por um crédito com taxa de juro variável, a taxa de juro aplicada ao capital em dívida é revista com periodicidade idêntica à do indexante (Euribor).

Antes de decidir, analise a variação das taxas Euribor e, se vir que estão num trajeto descendente, deve procurar contratar a taxa de juro variável.

Contudo, devido à instabilidade deste indexante, também é possível que as taxas aumentem e, assim sendo, pode compensar contratar uma taxa de juro fixa. Seja qual for a sua decisão, importa perceber que, por norma, a taxa fixa é sempre maior que a taxa variável – uma vez que o cliente paga para assumir o risco de oscilações ascendentes da taxa de juro.

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Crédito pessoal: direitos e deveres dos consumidores

Direito à informação

O direito à informação dos consumidores de crédito está legislado e sempre que se faz um crédito pessoal há lugar a este direito. Tem o direito de ter acesso a toda a informação de forma clara, completa e transparente sobre o crédito pessoal a contratar e até em caso de recusa há este direito.

O direito à informação significa, então, que tem o direito de conhecer antecipadamente todas as características da proposta de crédito apresentada pela instituição financeira. Com base no direito à informação, reconhece-se que o consumidor apenas terá condições de fazer uma escolha consciente, se conhecer pormenorizadamente o crédito que irá subscrever.

Com base na informação transmitida, poderá determinar se o empréstimo em causa vai realmente ao encontro das suas necessidades e aos seus objetivos.

Cabe, assim, às instituições a responsabilidade de explicar detalhadamente as características do produto de crédito, descrevendo os diferentes cenários possíveis, incluindo o que poderá acontecer em caso de não pagamento.

Como referimos acima, todas essas informações devem obrigatoriamente fazer parte da FINE.

Direito à informação no caso de recusa

De acordo com o regime do crédito ao consumidor, também tem o direito à informação no caso de recusa de concessão de crédito, sempre que a recusa for justificada com o resultado da consulta a bases de dados, relacionadas com responsabilidades de crédito.

Esta informação também deve ser concedida de forma clara, imediata e não tem de pagar nada por isso.

Principais deveres

Ao contratar um crédito pessoal, os seus direitos são reconhecidos tal como os seus deveres. De acordo com as normas em vigor no regime do crédito aos consumidores, existem diversos deveres a cumprir – sendo que, muitos deles, começam ainda antes da celebração do contrato de crédito.

Além dos mais óbvios, tal como transmitir informações verídicas e corretas à instituição financeira; de cumprir os pagamento das prestações e de outros encargos estabelecidos no contrato, fazem ainda parte dos seus deveres:

  • Avaliar qual o impacto do pagamento da prestação mensal no orçamento familiar, realizando para isso o cálculo da taxa de esforço;
  • Estudar cuidadosamente toda a documentação fornecida pela instituição de crédito, dedicando especial atenção à Ficha de Informação Normalizada;
  • Analisar outras opções de crédito e comparar os custos;
  • Ler com atenção a minuta do contrato.

O que pode acontecer se não cumprir os seus deveres?

Caso falhe o pagamento de duas prestações consecutivas e caso o montante em dívida ultrapasse 10% do total do empréstimo, a instituição de crédito pode optar por terminar o contrato.

Contudo, esta possibilidade apenas pode ser aplicada depois da instituição ter concedido um prazo adicional de 15 dias para a regularização dos pagamentos em atraso.

Além disso, ficará com o nome comprometido no Banco de Portugal e, por isso, nenhuma entidade bancária lhe poderá conceder um empréstimo. Ou seja, passará a ser considerado um cliente de risco.

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É possível amortizar o crédito pessoal em qualquer altura?

Sabemos à partida que num contrato de crédito a amortização do capital em juros é feita mensalmente, com o pagamento das prestações. Estas mensalidades incluem, portanto, duas parcelas: uma referente ao capital e a outra aos juros.

Também sabemos que se não realizar o pagamento das prestações nas datas estipuladas terá de suportar custos adicionais, como o pagamento de juros de mora.

Se, em qualquer momento do contrato de crédito pessoal, decidir partir para a amortização antecipada, poderá fazê-lo – de forma parcial ou total.

Em ambos os casos terá de avisar a instituição financeira com 7 dias úteis de antecedência, no mínimo, sendo que a amortização deverá coincidir com a data de pagamento da sua prestação mensal.

Caso a taxa de juro associada ao crédito seja variável, a instituição não pode cobrar qualquer comissão pela realização do reembolso. Se a taxa de juro for fixa, então a instituição de crédito poderá optar por solicitar o pagamento de uma comissão.

Estas comissões têm valores máximos estabelecidos, nomeadamente:

  • 0,5% do montante reembolsado: caso falte mais de um ano para a data prevista para o fim do contrato;
  • 0,25% do montante reembolsado: caso falte um ano, ou menos para a data prevista para o fim do contrato

Banco ou instituição financeira: como escolher um crédito pessoal?

Um crédito pessoal pode ser subscrito através de:

Uma entidade bancária: a contratação é, por norma, feita presencialmente e exige mais burocracia. Ainda assim, poderá ser uma opção especialmente vantajosa, dado que as taxas de juro são, normalmente, um pouco mais baixas – isto porque é comum os bancos pedirem a compra de alguns dos seus produtos para os clientes terem acesso a taxas de juro mais atrativas.

Uma instituição financeira: o processo de contratação é efetuado online e, se for aprovado, o dinheiro solicitado poderá estar na sua conta num espaço de 48 horas. Apesar de cada caso ser um caso, as taxas de juro das instituições financeiras são, geralmente, um pouco mais altas.

Montante máximo e prazo de reembolso

Os montantes máximos contratados através de um crédito pessoal variam de instituição para instituição.

Os bancos poderão financiar até 75.000€, enquanto as instituições financeiras de crédito não atingem valores tão elevados. Num crédito online, os valores poderão variar entre os 700€ e os 15.000€.

Quanto aos prazos de pagamento, as entidades bancárias poderão conceder um período máximo de reembolso de 120 meses, enquanto que o prazo de pagamento das instituições financeiras varia entre os 6 e os 60 meses, consoante o montante pedido.

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Escolher o crédito pessoal mais vantajoso: as nossas simulações

Vamos considerar que precisa de um crédito de 10.000€ para um prazo de pagamento de 48 meses. Fizemos o levantamento de algumas instituições – entre agências de crédito e entidades bancárias – para o ajudar a escolher.

Instituição financeiraValor do créditoTAEG Prestação mensalPrazo de pagamentoMTIC
Cofidis10.000€11,5%325,87€36 meses11.731,20€
Cetelem10.000€12,1%328,59€36 meses11.829,12€
Credibom10.000€10,92%323,49€36 meses11.645,52€
Banco CTT10.000€12,1%328,59€36 meses11.829,12€
CGD10.000€11,5%325,36€36 meses11.713,05€
Novo Banco10.000€10,7%321,55€36 meses11.575,65€

Analisando estes exemplos, verificamos que o crédito pessoal com condições mais competitivas é o do Banco CTT, pois reúne uma TAEG bastante atrativa e o custo total que lhe é imputado (o MTIC) é o mais baixo.

Todos os meses, analisamos as condições oferecidas pelas várias instituições financeiras e entidades bancárias e revelamos o melhor crédito pessoal. Confira o nosso artigo.

Como garantir que escolhe o crédito pessoal mais barato

Para encontrar um crédito pessoal ajustado às suas necessidades deverá, em primeiro lugar, informar-se convenientemente sobre as condições associadas ao empréstimo que pretende contratar. Referimo-nos, sobretudo, à Taxa Anual Efetiva Global (TAEG), que representa o custo total do crédito pessoal.

Esta taxa engloba todos os encargos associados ao empréstimo – os juros a pagar, as despesas de processo, comissões e ainda o valor dos seguros. Como esta é uma taxa que varia de entidade para entidade, é fundamental que identifique a mais vantajosa do mercado para o valor que irá contratar, bem como para o prazo de pagamento.

Recordamos que um pedido de financiamento é uma decisão que deve ser ponderada e tomada em consciência. O acesso rápido e fácil a este tipo de empréstimo pode resvalar rapidamente para a acumulação de créditos, pondo em risco as suas finanças pessoais.

Dicas importantes

Tendo em consideração a oferta de mercado, o crédito pessoal mais barato será sempre aquele com o valor total a pagar mais reduzido e não aquele com as prestações mensais mais baixas – já que o prazo de pagamento pode ser maior.

Além disso, as melhores condições para subscrever um crédito pessoal são definidas pela taxa de juro, que deve ser baixa. Ou seja, opte sempre por um crédito pessoal que apresente a TAEG mais apelativa.

Resumindo: vantagens e desvantagens do crédito pessoal

Principais vantagens

1. Acesso fácil e rápido a financiamento

Se precisa de financiamento imediato, o crédito pessoal é, sem dúvida, uma solução a ter em conta. Enquanto que noutros tipos de crédito a aprovação do crédito pode tornar-se um processo moroso, esta solução de financiamento permite um acesso rápido ao dinheiro que se pretende receber emprestado.

2. Flexibilidade nos prazos de pagamento

A contratação de um crédito pessoal permite-lhe escolher um prazo de pagamento e uma prestação mensal ajustados às suas necessidades. É muito flexível em termos de uso.

3. Possibilidade de requerer liquidez adicional

Mesmo depois de ter contratado uma quantia específica, há a possibilidade de requerer liquidez adicional para fazer face a uma despesa inesperada.

4. Pouca burocracia

A contratação de um crédito pessoal é tão simples, que todo o processo pode ser efetuado online. Neste caso, os documentos solicitados são, por norma, os seguintes:

  • Cartão de Cidadão
  • Número de Identificação Fiscal
  • Última declaração de IRS
  • Últimos 3 recibos de vencimento
  • Comprovativo de morada
  • Comprovativo de NIB

Apesar das vantagens evidentes, há um conjunto de precauções a ter, até porque as principais vantagens desta solução de financiamento podem, rapidamente, transformar-se em desvantagens.

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Desvantagens

1. Pagamento de juros

Ao contrair um crédito, seja ele qual for, deve sempre analisar ao pormenor os custos associados à sua contratação, nomeadamente as taxas de juro. Como no crédito pessoal os montantes solicitados são reduzidos, os juros podem atingir valores consideráveis. A este respeito, recordamos que, se se atrasar no pagamento das prestações mensais, terá ainda de contar com os juros de mora e comissões.

2. Risco de endividamento

O acesso fácil e rápido a financiamento, proporcionado pelo crédito pessoal, é uma vantagem e, ao mesmo tempo, uma desvantagem. Isto porque poderá conduzir a uma acumulação impulsiva de vários créditos e, assim, a uma situação de endividamento excessivo.

3. Risco de restrição de créditos

Se não cumprir as obrigações contratadas, corre não só o o risco de ver os seus bens penhorados, mas também ver o seu nome na “lista negra” do Banco de Portugal. A verificar-se, esta situação impossibilita a utilização de cartão de crédito, de cheques e de contratar novos créditos.

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