Crédito Automóvel

TAEG do crédito automóvel: conheça os custos associados

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Antes de contrair um crédito, independentemente da sua tipologia – crédito habitação, pessoal ou crédito automóvel -, deve sempre analisar as taxas de juro que lhe estão associadas, uma vez que estas terão um impacto muito relevante no custo global do empréstimo. Por exemplo, no caso de estar a pensar comprar carro, importa perceber o valor da TAEG do crédito automóvel, dado que quanto mais baixa for esta taxa, menos dispendioso será o empréstimo na sua globalidade.

Por essa razão, antes de pedir financiamento para um automóvel, faça bem as contas e compare a TAEG do crédito automóvel em diferentes instituições financeiras. Não se deixe seduzir de imediato pelas prestações mensais mais baixas. Analise, sim, os juros que vai pagar e o custo total do empréstimo (MTIC) que lhe será imputado.

TAEG do crédito automóvel: o que é e quais os custos incluídos na taxa

Recordamos que a fórmula para calcular a TAEG está disposta no anexo I do Decreto-lei 133/09, de 2 de Junho.

Apesar de cada banco ou instituição financeira determinar o valor das suas próprias taxas – tendo em conta o valor a emprestar, os prazos de pagamento ou mesmo as garantias dadas -, a TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) – percentagem do que vai pagar anualmente – inclui, por norma, os seguintes custos:

  • Os juros;
  • Os impostos;
  • Os seguros exigidos para obtenção do crédito;
  • A comissão de manutenção de conta à ordem, no caso de a abertura ser obrigatória para a gestão do empréstimo;
  • Os custos com operações de pagamento e de utilização do crédito, caso existam;
  • Outros encargos associados ao contrato de crédito.

Importa ainda saber quais os custos que não estão incluídos no cálculo da TAEG:

  • Os valores a pagar caso o cliente não cumpra obrigações previstas no contrato;
  • As comissões de reembolso antecipado do empréstimo;
  • Os custos notariais.

O que deve ainda ter em conta no cálculo das taxas de juro

Outra questão que deve ter em consideração na sua pesquisa pelo crédito automóvel mais barato é se a taxa de juro cobrada é fixa ou variável.

No caso de a taxa de juro ser fixa, a prestação mantém-se constante durante o período do contrato e o cliente conhece desde o início o montante total de juros a pagar.

Por outro lado, no crédito com taxa de juro variável, a taxa aplicada ao capital em dívida é revista com periodicidade idêntica à do indexante (taxa de juro de referência). Faça as contas e tente perceber qual o melhor cenário para as suas necessidades, tendo em consideração os valores em causa e o seu perfil financeiro.

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TAEG do crédito automóvel: duas simulações

Para perceber o impacto que a TAEG do crédito automóvel pode ter no valor global de um crédito, fizemos duas simulações para um crédito de 20.000 euros, com um prazo de pagamento de 96 meses.

Na Cofidis obtivemos os seguintes resultados:

  • TAEG: 11,7%
  • TAN: 10,00%
  • MTIC: 30.023,04€
  • Valor da mensalidade: 307, 74€

Já na Cetelem, os valores são os seguintes:

  • TAEG: 9,3 %
  • TAN: 7,80 %
  • MTIC: 27.873,60 €
  • Valor da mensalidade: 283,85€.

Ou seja, para o mesmo montante e prazo de pagamento, a diferença na prestação mensal pode não parecer significativa, mas, de uma financeira para a outra, o custo total imputado ao consumidor (MTIC) dá uma diferença de 2.149,44€.

Dica: está a pensar em contratar um crédito? Faça a sua simulação de crédito sem compromissos e descubra qual a solução mais vantajosa para si.

Importa ainda frisar que nas duas financeiras selecionadas não é exigida a reserva de propriedade do veículo.

Quais as opções de crédito automóvel disponíveis no mercado?

Em Portugal, há várias modalidades de crédito automóvel, razão pela qual frisamos a importância de se informar devidamente antes de contratar um crédito. Além do crédito pessoal com finalidade automóvel, deve ainda considerar as seguintes:

1. Locação financeira ou leasing

Num contrato de locação financeira, o proprietário do automóvel no decurso do contrato será sempre a instituição que lhe concede o crédito.

Nesta tipologia de crédito automóvel, a instituição de crédito (a “locadora”) cede ao cliente (o “locatário”) a utilização temporária do automóvel, em contrapartida do pagamento de uma renda mensal.

No final do contrato, poderá adquirir o automóvel, se estiver interessado, mediante o pagamento do valor definido no contrato – o chamado “valor residual”.

2. Aluguer de longa duração ou ALD

Tal como no contrato de leasing, o proprietário do automóvel no decurso do contrato é a  instituição de crédito, que lhe cede a utilização temporária do veículo, em contrapartida do pagamento de uma renda mensal. Porém, na opção de ALD, a aquisição do automóvel no final do contrato é obrigatória.

No momento da contratação, terá de assinar um contrato no qual que se compromete a comprar o carro no final do aluguer.

3. Crédito automóvel com reserva de propriedade

Por norma, os bancos não concedem crédito automóvel com reserva de propriedade para comprar carros que não sejam novos, pois, neste tipo de crédito, o carro é a garantia que é dada ao banco.

No decurso de um contrato de crédito automóvel com reserva de propriedade, será sempre o proprietário do automóvel. Porém, para garantir o reembolso do crédito até ao final do contrato, o banco regista na conservatória competente um direito sobre o automóvel – a chamada “reserva de propriedade”.

A reserva de propriedade permite à instituição, em caso de incumprimento do crédito, assumir a propriedade do automóvel financiado.

4. Crédito automóvel sem reserva de propriedade

Neste caso, como não há reserva de propriedade, a instituição financeira pode optar por solicitar outras garantias como, por exemplo, uma fiança.

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Viviane Soares
Viviane Soares é redatora e editora, com mais de três anos de experiência na escrita de artigos de finanças pessoais. No Portal do Crédito, tem como principal objetivo disponibilizar a melhor informação sobre financiamento, de forma prática e acessível.