Intermediação de Crédito
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Rafaela Guerra
Escrito por Rafaela Guerra

Licenciada em Contabilidade e Administração, sou especialista em gestão financeira e marketing. Procuro ajudar os leitores a acompanhar a atualidade e a melhorar a sua literacia financeira.

Taxas de juro da habitação recuam em outubro e aliviam encargos

Taxas de juro da habitação recuam em outubro e aliviam encargos

A taxa de juro média para empréstimos à habitação em Portugal recuou para 3,180% em outubro, segundo dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística.

No caso dos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa desceu para 2,850%, o que representa uma diminuição de 153,0 pontos base desde o pico registado em outubro de 2023.

Para créditos com o objetivo de adquirir habitação, a taxa implícita caiu para 3,179% face a setembro, correspondendo a uma descida de 4,7 pontos base. Já nos novos contratos, fechados nos três meses mais recentes, a taxa aproxima-se dos 2,850%.

A prestação média mensal manteve-se praticamente estável em 394€, um euro acima de setembro, embora seja cerca de 2,5% inferior ao valor de outubro de 2024. Do total da prestação média, 49,2% correspondem a juros, e 50,8% ao capital amortizado.

Marca-se o segundo mês consecutivo em que a parcela de juros pesa menos de 50%, o que não acontecia desde abril de 2023.

Em contratos recentes, o capital médio em dívida atingiu os 165.593€, mais 1.832€ do que no mês anterior.

Esta evolução tem impacto direto no mercado de crédito habitação. Quando a taxa de juro desce, torna-se mais acessível contrair financiamento para habitação, o que influencia decisões de investimento, risco bancário e a dinâmica da procura no sector imobiliário.

Os mutuários podem beneficiar de condições mais favoráveis, mas é importante considerar variáveis como o prazo, o tipo de taxa e o montante em dívida.

A evolução das taxas de juro é um indicador fundamental para avaliar a saúde do sector do crédito e a estabilidade das finanças pessoais.