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Rafaela Guerra
Escrito por Rafaela Guerra

Licenciada em Contabilidade e Administração, sou especialista em gestão financeira e marketing. Procuro ajudar os leitores a acompanhar a atualidade e a melhorar a sua literacia financeira.

Portugal regista a maior subida no índice de bem-estar em duas décadas

Os dados mostram que o indicador subiu de 22,5 em 2004 para 47 em 2024, numa escala de zero a 100. A evolução reflete sobretudo melhorias nas condições materiais de vida, que ganharam peso ao longo das duas últimas décadas.

O Instituto Nacional de Estatística anunciou que o Índice de Bem Estar da população portuguesa atingiu o valor mais elevado dos últimos 20 anos. Os dados mostram que o indicador subiu de 22,5 em 2004 para 47 em 2024, numa escala de zero a 100. A evolução reflete sobretudo melhorias nas condições materiais de vida, que ganharam peso ao longo das duas últimas décadas.

Entre os dez domínios avaliados, oito registaram progressos consistentes. Educação, conhecimento e competências destacaram-se pela evolução positiva. Também a segurança pessoal e o bem-estar económico contribuíram de forma significativa para o resultado global. O índice reforça assim uma tendência de recuperação que tem vindo a marcar os últimos anos.

O Índice de Bem Estar assenta em duas dimensões principais. As condições materiais de vida e a qualidade de vida mostram trajetórias diferentes. A qualidade de vida manteve valores mais altos durante grande parte do período, com exceção de 2009 e dos anos posteriores a 2021. Cresceu até 2018, mas entrou depois num ciclo de recuo, com pequenas recuperações em 2022 e 2024.

as condições materiais de vida registaram quebras entre 2010 e 2013, atingindo nesse ano o valor mais baixo da série. A partir de 2014 voltaram a subir, apenas interrompidas em 2020, ano marcado pelos efeitos da pandemia. No total de 2004 a 2024, o índice teve descidas apenas em 2007, 2011-2012 e 2020, quando caiu 1,8%.

O aumento ganha destaque num contexto em que a melhoria das condições económicas influência decisões de planeamento familiar e financeiro. A referência ao reforço do bem-estar económico surge de forma natural quando se analisam escolhas como recorrer a financiamento ou planear novas etapas de estabilidade. Mantem-se assim, a ligação entre qualidade de vida e capacidade de organização financeira.