Os apartamentos de tipologia T2 e T3 continuam a ser os mais procurados pelos portugueses que recorrem ao crédito à habitação. Os dados mais recentes mostram que estas duas categorias lideram com destaque, refletindo a preferência por soluções equilibradas em termos de espaço e custo.
Os T2 são os mais requisitados, seguidos de perto pelos T3. Este padrão explica-se pela procura de jovens casais e famílias em início de vida que valorizam a funcionalidade. Mas também precisam de controlar o orçamento num mercado onde os preços da habitação continuam elevados.
Não admira, por isso, que a garantia pública do Estado se tenha traduzido em 23,5% do total do crédito à habitação concedido no primeiro semestre deste ano.
Já tipologias maiores, como T4 ou T5, representam apenas uma pequena fatia dos pedidos, normalmente associados a famílias mais numerosas ou compradores com maior capacidade financeira.
A escolha por apartamentos médios tem vindo a consolidar-se nos últimos anos, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde os preços são mais altos e o espaço disponível para construção é limitado.
Além do fator económico, as mudanças sociais também ajudam a explicar esta preferência. A diminuição da taxa de natalidade e a redução da dimensão média das famílias portuguesas têm levado a uma menor procura por casas de maiores dimensões.
Especialistas no setor imobiliário sublinham que a estabilidade desta tendência é um reflexo da realidade atual do país. A habitação tornou-se um dos principais desafios para os agregados familiares, sendo o crédito muitas vezes a única forma de acesso à compra de casa.
Em resumo, os T2 e T3 consolidam-se como a solução mais procurada no mercado de crédito à habitação em Portugal. Representam o compromisso entre conforto, acessibilidade financeira e adaptação às novas dinâmicas familiares.