O mercado de arrendamento de quartos em Portugal teve um salto significativo com o início da época académica. Entre julho de 2024 e julho de 2025, os anúncios publicados quase duplicaram em todo o país, com um aumento de 88%.
A região Centro, que inclui Coimbra, foi a que registou o maior incremento. Na cidade, os anúncios cresceram de 89 para 430, o que corresponde a uma subida impressionante de 383%. Ao mesmo tempo, o preço médio subiu de 320 € para 400 €, um aumento de 25%.
No Norte, o Porto viu crescer a oferta de quartos em 218%, com os anúncios a aumentarem de 334 para 1 063. Apesar da procura elevada, os preços médios caíram de 490 € para 450 €, o que sugere um ligeiro alívio na pressão de preço. Braga também cresceu em número de anúncios (+105%), mantendo preços estáveis, passando de 365 € para 355 €.
Na região da Grande Lisboa, o número de anúncios aumentou 61%, com 4 243 quartos disponíveis em julho de 2025. Nos concelhos periféricos, Cascais cresceu 137%, Oeiras 160%, e Almada 125% na oferta, com descidas nos preços médios, por exemplo, de 600 € para 550 € em Cascais.
O quadro sugere uma leve descompressão do mercado. O aumento da oferta está a equilibrar a procura, mesmo num período tradicionalmente marcado por forte competição entre estudantes e jovens profissionais.
Numa altura em que a carga financeira com o alojamento pode exigir soluções de apoio, começam a destacar-se instrumentos de crédito especializados. São opções desenhadas para dar fôlego a quem precisa de acolhimento rápidos com taxas competitivas e processos ágeis.
Há quem recorra a esses mecanismos para garantir estabilidade no arrendamento e evitar atrasos ou desistências.