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Rafaela Guerra
Escrito por Rafaela Guerra

Licenciada em Contabilidade e Administração, sou especialista em gestão financeira e marketing. Procuro ajudar os leitores a acompanhar a atualidade e a melhorar a sua literacia financeira.

Endividamento de famílias, empresas e Estado cresce no primeiro semestre de 2025

O endividamento do setor não financeiro em Portugal voltou a crescer no primeiro semestre deste ano.

O endividamento do setor não financeiro em Portugal voltou a crescer no primeiro semestre deste ano, segundo dados do Banco de Portugal divulgados a 22 de agosto. O indicador, que inclui famílias, empresas privadas e Estado, aumentou de 285,7% para 289,6% do PIB.

Em termos absolutos, a dívida total subiu 32,3 mil milhões de euros, atingindo 847 mil milhões. Deste montante, 468,8 mil milhões correspondem ao setor privado e 378,2 mil milhões ao setor público.

A dívida pública registou um acréscimo de 19,1 mil milhões de euros. O aumento resultou sobretudo de investimento líquido de não residentes em títulos de dívida pública, que somou 14,8 mil milhões, dos quais 13,3 mil milhões em títulos de longo prazo.

Também se verificou um reforço da dívida junto de particulares – mais 2,1 mil milhões -, de administrações públicas – mais 1,7 mil milhões -, e de empresas não financeiras – mais 1,5 mil milhões. Já a dívida perante o setor financeiro recuou ligeiramente, em 0,7 mil milhões.

No setor privado, a dívida cresceu 13,2 mil milhões de euros. As famílias foram responsáveis por 7 mil milhões deste valor, com destaque para o crédito à habitação, que aumentou 5,1 mil milhões junto do setor financeiro.

As empresas privadas também reforçaram o seu endividamento em 6,2 mil milhões. O crescimento refletiu-se em maiores responsabilidades perante o setor financeiro, mais 5,0 mil milhões, perante o exterior, mais 0,7 mil milhões, e junto de outras empresas não financeiras, mais 0,6 mil milhões.

Junho assinalou ainda a 19.ª subida mensal consecutiva da taxa de variação do endividamento das famílias. A taxa fixou-se em 6,7%, o nível mais elevado desde dezembro de 2008.