Intermediação de Crédito
Voltar Voltar às Notícias
Rafaela Guerra
Escrito por Rafaela Guerra

Licenciada em Contabilidade e Administração, sou especialista em gestão financeira e marketing. Procuro ajudar os leitores a acompanhar a atualidade e a melhorar a sua literacia financeira.

Combate europeu à fraude fiscal ganha nova força com proposta da Comissão Europeia

Combate europeu à fraude fiscal ganha nova força com proposta da Comissão

A Comissão Europeia propôs um reforço da cooperação entre a Procuradoria Europeia (EPPO), o Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) e os Estados-Membros, com o objetivo de combater a fraude fiscal, a cooperação europeia e práticas ligadas ao IVA na União Europeia.

O plano passa por partilhar mais informação e garantir acesso a dados sobre o IVA, segundo fonte oficial.

A proposta cria uma base legal para que as entidades antifraude troquem dados sobre o imposto sobre o valor acrescentado em tempo real, reforçando a capacidade da UE de identificar e investigar esquemas como a troca de dados, a investigação de fraude e o papel das autoridades antifraude.

Esses canais diretos e eficientes entre as autoridades nacionais e os organismos europeus devem permitir uma reação mais rápida face a transações suspeitas.

A Comissão recorda que este tipo de fraude causa perdas anuais entre 12,5 e os 32,8 mil milhões de euros. Um forte impacto em perdas fiscais para o orçamento da UE.

Em 2023, através da rede Eurofisc, foram detetadas fraudes de IVA no valor de 12,7 mil milhões de euros, resultando em cerca de 2,5 mil milhões de euros de IVA não pago, com claro impacto económico e perdas nas receitas públicas.

Para tornar esse combate mais eficaz, a proposta também prevê que os Estados-Membros passem a enviar informações valiosas sobre o comércio transfronteiriço, reforcem o cumprimento fiscal e apoiem a atuação dos organismos europeus de controlo. Esta iniciativa será agora submetida ao Parlamento Europeu e ao Conselho, antes de poder avançar para implementação.

Estas medidas podem ter impacto direto, principalmente quanto ao crédito: evitar perdas fiscais melhora a sustentabilidade das contas públicas e fortalece a confiança no sistema financeiro.

Uma cooperação mais estreita no domínio fiscal contribui para um ambiente económico mais seguro, o que, por sua vez, pode encorajar instituições de crédito, reforçar a estabilidade financeira e melhorar as condições de financiamento.

Esta ação reflete a estratégia europeia para tornar a tributação mais transparente e justa. A UE pretende assim proteger os seus recursos financeiros e promover a equidade fiscal, a proteção financeira e a eficiência na gestão dos recursos da UE.