Os custos de construção de habitação nova em Portugal registaram um aumento de 3,9% em junho de 2025, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.
Este crescimento é impulsionado principalmente pelo aumento de 7,3% nos custos com a mão-de-obra, o maior desde março, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Além disso, o preço dos materiais também subiu 1% no mesmo período.
A situação em questão tem repercussões diretas no mercado imobiliário. O aumento dos custos de construção pressiona os preços das casas novas, tornando-as mais caras para os consumidores. Consequentemente, famílias que pretendem adquirir habitação enfrentam maiores desafios financeiros. Além disso, o encarecimento da construção pode afetar a oferta de imóveis no mercado, exacerbando a escassez de habitação.
Este contexto também impacta o crédito à habitação. Com o aumento dos preços das casas, os montantes necessários para financiamento bancário aumentam, o que pode tornar mais difícil para os potenciais compradores obterem empréstimos.
Além disso, a subida das taxas de juro, como a Euribor, também contribui para o encarecimento das prestações mensais, tornando o crédito à habitação menos acessível para muitas famílias.
Em resposta a este cenário, o Governo português procura soluções para aumentar a oferta de habitação acessível. Uma das propostas em análise é a criação de um Programa Nacional de Construção de Habitação a Custos Acessíveis, visando aumentar o parque público habitacional através da reabilitação, construção e aquisição de imóveis para arrendamento a preços acessíveis.
Enquanto isso, as famílias portuguesas enfrentam um cenário desafiador, com custos de habitação em ascensão e condições de financiamento mais exigentes. A evolução dos custos de construção e as políticas públicas adotadas serão determinantes para o futuro do mercado habitacional no país.