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Rafaela Guerra
Escrito por Rafaela Guerra

Licenciada em Contabilidade e Administração, sou especialista em gestão financeira e marketing. Procuro ajudar os leitores a acompanhar a atualidade e a melhorar a sua literacia financeira.

Juros da dívida pública com alterações

Subida dos Juros

Na terça-feira, 5 de agosto de 2025, os juros da dívida soberana de Portugal registaram movimentos divergentes conforme o prazo: aumentaram no prazo de dois anos, mas diminuíram nos prazos de cinco e dez anos, acompanhando a evolução observada em Espanha.

Em Lisboa, a taxa de juro para os títulos a dois anos subiu ligeiramente, passando de 1,897%, na segunda-feira, para 1,904% nesta terça-feira. Por outro lado, os juros dos títulos a cinco anos recuaram para 2,354%, face aos 2,368% apurados na sessão anterior, e os da obrigação a 10 anos baixaram de 3,038% para 3,025%.

Este comportamento reflete uma dinâmica semelhante em Espanha: os juros espanhóis a dois anos situaram‑se em 2,007% (2,006% no dia anterior), enquanto os prazos de cinco e dez anos desceram para 2,420% e 3,181%, respetivamente.

Também outros países da zona euro assistiram a descidas dos rendimentos nas suas obrigações: Grécia, Irlanda e Itália registaram quedas em todos os prazos observados.

A Alemanha, considerada o ativo mais seguro da Europa, viu o rendimento do seu título de 10 anos descer de 2,623% para 2,607%.

Aqui está uma comparação dos juros soberanos:

  • Portugal: 2 anos – 1,904% (subida face a 1,897%); 5 anos – 2,354% (descida face a 2,368%); 10 anos – 3,025% (ínfima descida face a 3,038%)
  • Espanha: 2 anos – 2,007% (leve subida); 5 anos – 2,420% (descida); 10 anos – 3,181% (descida)
  • Grécia: todos os prazos em queda (2 anos – 2,008%, 5 anos – 2,549%, 10 anos – 3,261%)
  • Irlanda: 2 anos – 1,898%, 5 anos – 2,308%, 10 anos – 2,830%, todos em baixa face ao dia anterior
  • Itália: 2 anos – 2,132%, 5 anos – 2,648%, 10 anos – 3,412%, recuando ligeiramente em relação ao fecho anterior

Este padrão inscreve-se num contexto europeu em que se destaca uma tendência de abrandamento dos riscos a médio e longo prazo. Portugal manteve-se alinhado com muitas economias da zona euro, assistindo a um ajuste as taxas de juro: os de prazo curto subiram, enquanto os prazos mais longos desceram.