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Rafaela Guerra
Escrito por Rafaela Guerra

Licenciada em Contabilidade e Administração, sou especialista em gestão financeira e marketing. Procuro ajudar os leitores a acompanhar a atualidade e a melhorar a sua literacia financeira.

Tendência de abrandamento na poupança das famílias em Portugal

Abrandamento na poupança das famílias em Portugal

O Banco de Portugal (BdP) divulgou que o crescimento dos depósitos de particulares continua a abrandar. Em julho, o stock desses depósitos aumentou apenas 4,9% face ao mesmo mês de 2024, situando-se nos 197.805 milhões de euros.

Trata-se do nono mês consecutivo de desaceleração. Em junho, a variação homóloga tinha sido mais elevada, de 5,2%.

Em termos mensais, o saldo de depósitos de particulares subiu em julho 1.975 milhões de euros face a junho. Esta variação deve-se sobretudo ao aumento de 1.697 milhões de euros nas responsabilidades à vista, maioritariamente depósitos à ordem, e ao crescimento de 278 milhões de euros nos depósitos a prazo, que incluem tanto os de prazo acordado como os de pré-aviso.

Já no caso das empresas, o comportamento foi distinto.

No final de julho, o total depositado pelas empresas nos bancos residentes ascendia a 70.576 milhões de euros, ou seja, mais 253 milhões do que em junho. Em termos homólogos, este valor representa um aumento de 10,5%, muito superior aos 6,7% registados no mês anterior.

Este cenário aponta para uma desaceleração persistente na formação de poupanças das famílias, enquanto as empresas continuam a reforçar o seu nível de depósitos a um ritmo significativamente superior, refletindo também a influência das taxas de juro.

Essa evolução poderá refletir diferenças no comportamento de poupança e liquidez entre ambos os setores, com potenciais impactos no sistema bancário e no financiamento da economia.

Já no início de agosto tínhamos dado conta de que a taxa base dos Certificados de Aforro estava em queda.