O Banco de Portugal (BdP) divulgou que o crescimento dos depósitos de particulares continua a abrandar. Em julho, o stock desses depósitos aumentou apenas 4,9% face ao mesmo mês de 2024, situando-se nos 197.805 milhões de euros.
Trata-se do nono mês consecutivo de desaceleração. Em junho, a variação homóloga tinha sido mais elevada, de 5,2%.
Em termos mensais, o saldo de depósitos de particulares subiu em julho 1.975 milhões de euros face a junho. Esta variação deve-se sobretudo ao aumento de 1.697 milhões de euros nas responsabilidades à vista, maioritariamente depósitos à ordem, e ao crescimento de 278 milhões de euros nos depósitos a prazo, que incluem tanto os de prazo acordado como os de pré-aviso.
Já no caso das empresas, o comportamento foi distinto.
No final de julho, o total depositado pelas empresas nos bancos residentes ascendia a 70.576 milhões de euros, ou seja, mais 253 milhões do que em junho. Em termos homólogos, este valor representa um aumento de 10,5%, muito superior aos 6,7% registados no mês anterior.
Este cenário aponta para uma desaceleração persistente na formação de poupanças das famílias, enquanto as empresas continuam a reforçar o seu nível de depósitos a um ritmo significativamente superior, refletindo também a influência das taxas de juro.
Essa evolução poderá refletir diferenças no comportamento de poupança e liquidez entre ambos os setores, com potenciais impactos no sistema bancário e no financiamento da economia.
Já no início de agosto tínhamos dado conta de que a taxa base dos Certificados de Aforro estava em queda.