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Viviane Soares
Revisto por Viviane Soares
Viviane Soares

Viviane Soares é redatora e editora, com mais de três anos de experiência na escrita de artigos de finanças pessoais. No Portal do Crédito, tem como principal objetivo disponibilizar a melhor informação sobre financiamento, de forma prática e acessível.

Código CVV: Como Saber Onde Fica e o Que é?

código cvv

Se, no mundo físico, o ser humano é essencialmente água, no universo virtual somos – acima de tudo – uma pilha de códigos. E o código CVV, ou CVC, é um daqueles que expande fronteiras.

Os falantes de língua inglesa habituaram-se a conhecê-lo por Card Verification Value (CVV) ou Card Verification Code (CVC).

Mas não estranhe se o vir igualmente aportuguesado para “código de valor de verificação/validação”, “valor de verificação de cartão”, “código de segurança do cartão”, ou até “código de segurança pessoal”.

Na parte de trás do retângulo de plástico que o seu banco lhe facultou, é aquela combinação de algarismos que permite avançar, por exemplo, no preenchimento do formulário de reserva online das suas férias de sonho. E (muito) mais além.

Mas, afinal, “como saber o CVV do meu cartão?” e “onde fica o código CVV?”.

O código CVV é um código extra, impresso nos cartões de crédito ou débito, e, na maioria deles (sejam Mastercard, Visa ou similares) refere-se aos três dígitos localizados na faixa de assinatura do titular, portanto, no verso do documento.

Dizemos três dígitos porque é a regra padrão nos cartões das redes VISA e Mastercard – os mais comuns -, mas, nos congéneres da American Express, o código CVV transporta quatro algarismos.

Vai, assim, depender do tipo de cartão de crédito que contrata.

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Nas compras pela Internet, ou via um terminal de pagamento automático (TPA) virtual, esta informação é a derradeira validação de qualquer operação eletrónica em curso.

Como a combinação de algarismos em questão não está gravada em relevo (contrariamente ao número do cartão, propriamente dito) nunca aparecerá impressa em qualquer recibo que seja passado, logo, é muito pouco provável de ser conhecida por alguém para além do titular.

Em suma, não vai conseguir fazer muitas transações eletrónicas em segurança sem aqueles três – ou quatro (já lá iremos) – números mágicos que habitam os cartões de crédito e/ou débito.

Não confundir com o PIN – Personal Identification Number, isto é, o número de identificação pessoal que habitualmente introduzimos numa caixa Multibanco.

Há, no entanto, quem defenda (e aconselhe) os proprietários dos cartões a raspar esse código de segurança (memorizando-o ou apontando-o noutro suporte previamente), para evitar os danos de qualquer roubo ou extravio, uma vez que, normalmente, anda sempre connosco, na carteira.

Não digitar o código CVV em computadores públicos ou de terceiros é outra das regras elementares para garantir o seu sigilo (muitos menos armazenar fotos do dito em computadores ou telefones celulares).

De igual importância é efetuar transações em sites com certificado SSL – é aquela chave/cadeado localizado na barra de estado da página em causa.

Segundo a lei, e conforme os padrões de segurança da indústria de cartões de pagamento, as instituições intervenientes em qualquer transação estão proibidas de qualquer tipo de armazenamento, gravação e/ou memorização do código CVV, cujo número tem de ser introduzido pelo titular de operação em operação.

Não, não é um equívoco. E é fácil de perceber qual é qual. Há, de facto, cartões com dois grupos de códigos CVV/CVC. Nos casos em que isso acontece, os dois conjuntos estão separados por um espaço.

CVV1

O primeiro é o designado de CVV1 e a sua particularidade é que reproduzem exatamente os últimos quatro dígitos do número do cartão (que está na frente, com um total de 16 algarismos).

CVV2

A segunda série é o CVV2 – o tal algoritmo de número aleatório que funciona como valor de verificação/validação. E é esta a combinação que deve escrever quando lhe é solicitado o código CVV do seu cartão, no formulário digital em preenchimento.

Sublinhe-se, entretanto, que o CVV é uma combinação única para cada cartão de que o titular disponha.

O que quer dizer que mesmo que ele possua vários cartões, associados à mesma conta bancária, o CVV de cada um deles será sempre diferente.

Diferente e seguro. Porque, como referimos atrás, o algoritmo (sequência finita de procedimentos para chegar à solução de um problema) que cria o código CVC, baseado em criptografia, usa vários elementos informativos do cartão de crédito/débito (como sejam o número e validade) para gerar o código de verificação.

cartão de crédito

A avaliar pela quantidade de pessoas que faz tal pergunta no motor de busca da Google, tal circunstância acontece mais vezes do que se possa pensar.

Será que ele se desgastou com o tempo e o atrito da carteira? Ou haverá uma razão, bem mais, digamos, técnica?

Como a cautela é a melhor conselheira (pois, afinal de contas, trata-se da conta bancária de cada um), o melhor é mesmo contactar a instituição financeira emissora do cartão, com o intuito de obter um código CVV válido associado à conta em causa.

Veja como escolher o melhor cartão de crédito e informe-se antes de contratar este produto financeiro.

Números para a frente, códigos para trás, segurança acima de tudo – já observou bem o número do seu cartão de crédito/débito? Ele não foi atribuído de forma aleatória. Há ciência por detrás dele.

Agrupados quatro a quatro, os dígitos têm um significado próprio: o tipo da entidade (primeiro algarismo), a identificação da instituição (quatro primeiros números), o titular e a conta (do quinto ao décimo).

Um dos mais interessantes é o último. Deriva do chamado de algoritmo de Luhn, o engenheiro (Hans Peter) da IBM que criou a fórmula, na década de 50 do século XX, que gera esse número determinístico.

É um dígito de segurança que existe para detetar o erro na escrita de um único algarismo.

Tem inclusive uma relação umbilical com a validade do cartão. Se, na fórmula, ele for considerado válido, a soma do número de segurança com a validade do documento deverá espelhar um múltiplo de 10. Daí que o algoritmo de Luhn seja, por isso, igualmente conhecido por “módulo de 10”.

De uma forma simplista, o algoritmo de Luhn submete o número do cartão de crédito a uma fórmula, a qual serve para verificar se ele é apropriado.

Inicialmente patenteado, o algoritmo é agora no domínio público, e, juntamente com o código CVV, contribui enormemente para a segurança das transações comerciais online.

O CVC/CVV foi desenvolvido originalmente no Reino Unido, em 1995, por Michael Stone, funcionário da agência de informações de crédito ao consumidor Equifax.

No início, era um código alfanumérico de 11 caracteres, mas foi rapidamente adotado pela associação nacional de serviços de compensação de pagamento e reduzido a três dígitos.

Em 1997, e perante o crescimento do comércio eletrónico, a Mastercard começou usar o código CVV. Dois anos depois, seguiu-se a American Express e a rede VISA abraçou-o em 2001.

Atualmente, em face dos avanços tecnológicos, o código CVV pode assumir novas formas, graças aos cartões de crédito com chip embutido e de proximidade (contactless).

Termos como “iCVV” ou “código CVV dinâmico” farão, consequentemente, cada vez mais parte do nosso léxico. O iCVV gera eletronicamente o seu próprio código e o CVV dinâmico permite à instituição emissora do cartão de crédito e/ou débito mudar o código CVV num intervalo de tempo à escolha.

Perguntas Frequentes

Onde se encontra o código CVV ou CVC do meu cartão?

O código CVV é um código que se encontra nos cartões de crédito ou débito, e, na maioria deles (sejam Mastercard, Visa ou similares) refere-se aos três dígitos localizados na faixa de assinatura do titular, portanto, no verso do documento.

Realçamos, contudo, que alguns cartões como os do American Express poderão ter quatro números.

O que é o código CVV?

O código CVV (Card Verification Value) é um número que contribui para a segurança das transações comerciais online e que pode ser também conhecido por CVC (Card Verification Code).

Costuma ser solicitado sempre que alguém compra algum produto ou serviço via cartão de crédito, ou débito.

Quando nasceu o código CVV?

O código CVV nasceu em 1995 no Reino Unido por uma pessoa chamada Michael Stone – funcionário de uma agência de informações de crédito ao consumidor, a Equifax.

Inicialmente este número de segurança começou por ter 11 dígitos, porém, foi rapidamente reduzido para somente 3. Já em 1997 foi adotado pela Master card e em 2021 pela rede VISA e American Express.

O que é o código iCVV?

Atualmente, face aos avanços tecnológicos, o código CVV pode assumir novas formas, graças aos cartões de crédito com chip embutido e de proximidade (contactless).

Deste modo, termos como “iCVV” ou “código CVV dinâmico” passaram a fazer parte do nosso léxico. O iCVV gera eletronicamente o seu próprio código e o CVV dinâmico permite à instituição emissora do cartão de crédito e/ou débito mudar o código CVV num intervalo de tempo à escolha.

Qual a diferença entre o CVV1 e o CVV2?

Os números do CVV1 reproduzem exatamente os últimos quatro dígitos do número do cartão (que está na frente, com um total de 16 algarismos).

Já a segunda série é o CVV2 – o tal algoritmo de número aleatório que funciona como valor de verificação/validação. E é esta a combinação que deve escrever quando lhe é solicitado o código CVV do seu cartão, no formulário digital em preenchimento.