Crédito Pessoal

Crédito pessoal mais barato: como encontrar e negociar

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Está a pensar em contratar um crédito pessoal e quer saber como conseguir um bom negócio? Deixamos-lhe, desde já, uma dica importante: um crédito pessoal mais barato não é aquele que lhe oferece prestações mensais baixas.


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Os créditos são ferramentas financeiras que, quando bem geridas, podem promover o conforto ou mesmo a estabilidade das suas finanças pessoais. Seja para investir num projeto pessoal, profissional ou mesmo para a aquisição de bens e serviços, pedir financiamento é, nos dias que correm, uma prática bastante comum. Porém, o recurso ao crédito terá de ser regrado, caso contrário poderá enfrentar uma situação de sobreendividamento.

Mesmo que seja relativamente rápido obter um crédito pessoal – devido à facilidade burocrática do processo, aos prazos de aprovação (que variam entre as 24 e 48 horas) e à possibilidade de ser solicitado online – certifique-se de que faz de tudo para conseguir um crédito pessoal mais barato, pois, assim, vai conseguir poupar muito dinheiro ao fim do mês.

Tenha, então, em consideração os seguintes alertas e estratégias.

4 dicas para conseguir um crédito pessoal mais barato

1. Tem um bom histórico bancário?

No momento de contrair um crédito, as instituições financeiras vão averiguar se é um cliente de confiança. Isto é, se no seu historial de crédito não há situações de incumprimento ou se não tem o nome comprometido na lista negra do Banco de Portugal. Além disso, poderão averiguar uma série de fatores relacionados com a sua saúde financeira, nomeadamente:

  • Estabilidade de rendimentos;
  • Movimentos bancários insuspeitos;
  • Ausência de registos de juros moratórios e/ou de outras comissões por atrasos em pagamentos;
  • Reduzida taxa de esforço.

Se for um cliente que oferece estas garantias, a probabilidade de conseguir um crédito com taxas de juro mais reduzidas é bastante mais elevada do que se for um cliente de risco.

2. Tenha atenção à TAEG

Se o objetivo é encontrar o crédito pessoal mais barato deverá, em primeiro lugar, informar-se convenientemente sobre as condições associadas ao empréstimo que pretende contratar. Referimo-nos, sobretudo, à Taxa Anual Efectiva (TAEG), que representa o custo total do crédito pessoal.

Como explicado pelo Banco de Portugal, esta taxa engloba todos os encargos associados ao empréstimo e varia de entidade para entidade. Portanto, é fundamental que identifique a mais vantajosa do mercado para o valor que irá contratar, bem como para o prazo de pagamento.

Custos incluídos na TAEG:

  • Juros;
  • Comissões;
  • Impostos;
  • Seguros obrigatórios para o pedido de crédito;
  • Comissões de manutenção de contas bancárias;
  • Outras despesas associadas ao contrato de crédito.

Custos não incluídos na TAEG:

  • Valores a pagar caso o cliente entre em incumprimento das obrigações previstas no contrato;
  • Comissões de reembolso antecipado do crédito;
  • Custos do notário.

Crédito pessoal mais barato

3. E aos prazos de reembolso

Prazos de pagamento alargados oferecem prestações mensais baixas, mas não são sinónimo de um crédito pessoal mais barato. Portanto, não se deixe iludir com esta questão.

Tendo em consideração a oferta de mercado, o crédito pessoal mais barato será sempre aquele com o Montante Total Imputado ao Consumir (MTIC) mais baixo e não aquele com as prestações mensais mais baixas.

Como referimos, as melhores condições para subscrever um crédito pessoal são definidas pela taxa de juro, que deve ser baixa.

4. Tire partido dos simuladores

Analise todas as ofertas de mercado para, assim, escolher o crédito que mais se adapta às suas necessidade e, claro, que lhe ofereça as melhores condições.

O nosso simulador de crédito visa identificar a entidade com as melhores condições de crédito pessoal para si, de acordo com as suas necessidades e características do seu perfil. Tem acesso, em tempo real, às taxas de juro e condições das várias entidades de financiamento em Portugal.

O crédito pessoal mais barato: a nossa simulação

Não nos cansamos de repetir porque é importante: o crédito pessoal mais barato é aquele com a TAEG mais baixa, pois o valor desta taxa refletir-se-á no custo total do crédito, ou seja, um MTIC mais em conta.

Para comprovar isto mesmo, decidimos partilhar consigo algumas simulações. Partimos do princípio que precisará de um crédito pessoal de 5000€ para um prazo de pagamento de 36 meses.

Fizemos o levantamento de algumas instituições – entre agências de crédito e entidades bancárias – para o ajudar a escolher.

Instituição financeiraValor do créditoTAEG Prestação mensalPrazo de pagamentoMTIC
Cofidis10.000€11,5%325,87€36 meses11.731,20€
Cetelem10.000€12,1%328,59€36 meses11.829,12€
Credibom10.000€10,92%323,49€36 meses11.645,52€
Banco CTT10.000€12,1%328,59€36 meses11.829,12€
CGD10.000€11,5%325,36€36 meses11.713,05€

Podemos verificar que o crédito pessoal mais barato é o do Banco CTT, cuja TAEG é de 8%. Ou seja, para os mesmos 10.000€, a diferença entre o crédito mais barato (Banco CTT) e o mais caro (Cetelem) é de 645,84€.

Por norma, a TAEG nas agências de crédito é um pouco mais elevada do que a oferecida pelos bancos (porque exigem menos garantias e/ou burocracia).

Todos os meses, analisamos as condições oferecidas pelas várias instituições financeiras e entidades bancárias e revelamos o melhor crédito pessoal. Confira o nosso artigo.

Como negociar um crédito pessoal mais barato?

Se decidir contratar um crédito pessoal junto de uma agência de crédito, o processo é relativamente rápido, uma vez que envolve pouca burocracia. Aliás, como é tudo tratado online, o dinheiro poderá estar na sua conta num prazo de 48 horas (mediante aprovação).

Já junto de uma entidade bancária, o processo é mais moroso. Ser-lhe-ão pedidos um conjunto de documentos e a aprovação do crédito ficará dependente de um conjunto de fatores, nomeadamente:

1. Análise do seu historial de crédito

Nesta fase, o banco analisará se é ou não um cliente de risco. Isto é, se tem condições financeiras para suportar o encargo com o crédito e se tem um historial de bom ou mau pagador.

Para tal, o banco recorrerá à base de dados da Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) do Banco de Portugal – commumente denominada de “lista negra” – para verificar se está em incumprimento com algumas das suas obrigações. Se for o caso, é praticamente certo que banco se recuse a emprestar-lhe o dinheiro.

2. Taxa de esforço

A taxa de esforço é outra das questões que vai ser esmiuçada, uma vez que é um indicador que permite perceber se os seus rendimentos são suficientes para assegurar o pagamento do crédito.

Apesar de as boas práticas indicarem que a taxa de esforço simples não deverá ser superior a 30%, alguns bancos podem aceitar perfis até 40%. Se for superior a qualquer um destes valores, o mais provável é que o crédito não seja aprovado.

3. As garantias

Apesar do valor em causa (os tais 5.000€) ser relativamente baixo – recordamos que os valores concedidos para este tipo de crédito variam entre os 200€ e 75.000€ -, a probabilidade de lhe exigirem garantias é elevada. Tem um fiador ou outras garantias para dar ao banco?

Por norma, o valor do património é a garantia usada pelo banco para conseguir recuperar o valor em dívida, caso deixe de cumprir com as suas obrigações e pode ser uma vantagem na hora de negociar um crédito pessoal mais barato.

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Viviane Soares
Viviane Soares é redatora e editora, com mais de três anos de experiência na escrita de artigos de finanças pessoais. No Portal do Crédito, tem como principal objetivo disponibilizar a melhor informação sobre financiamento, de forma prática e acessível.