O seu rendimento não aumentou, as despesas continuam a amontoar-se no final do mês e já dá por si a fazer muita ginástica financeira para conseguir cumprir com as suas obrigações junto dos credores. Se começa a antecipar que, brevemente, não terá como continuar a pagar os seus créditos, o melhor mesmo é começar a pensar em recorrer ao crédito consolidado.
Esta solução financeira ajudá-lo-á a reorganizar as suas finanças pessoais, uma vez que pagará taxas de juro e mensalidades mais baixas, garantindo-lhe maior liquidez durante o mês e, eventualmente, alguma margem para conseguir uma almofada financeira.
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O crédito consolidado é uma solução financeira que permite juntar todos os seus créditos num só, sendo que passa a possuir apenas um crédito com condições mais competitivas.
À partida as vantagens são óbvias: começa a pagar uma única prestação mensal, num dia fixo do mês; tem um único credor, poupando em comissões e, por norma, as taxas de juro são mais atrativas. Porém, importa perceber que o acesso à consolidação de créditos é restrito.
Ou seja, não é possível juntar créditos se, por exemplo, já se encontra numa situação de incumprimento. Ou seja, se tem o “nome sujo” no Banco de Portugal, esta solução está definitivamente fora de questão.
Se além do crédito habitação, está a pagar crédito automóvel, cartões de crédito ou mesmo um crédito pessoal, e começa a perceber que o que ganha começa a ser insuficiente para fazer face a tantas despesas, a consolidação de créditos é, sem dúvida alguma, uma opção a considerar.
Porque é que há-de estar a desembolsar tanto dinheiro por mês, se pode pagar uma única prestação mensal mais baixa? Com o dinheiro que poupa ao final do mês, poderá constituir uma poupança (para, eventualmente, amortizar o crédito) ou até investir no tal projeto pessoal que anda a adiar há anos.
No fundo, o crédito consolidado permite-lhe criar uma almofada financeira mensal que pode gerir da forma como bem entender.
Em termos processuais o que acontece na prática é que a instituição financeira à qual pede um crédito consolidado compra todas as suas dívidas aos credores, cobrando-lhe depois a si o pagamento integral (com juros) do montante em dívida.
Se for um cliente de confiança, que nunca tenha falhado um pagamento, a probabilidade da entidade bancária lhe conceder este tipo crédito, e com taxas de juro mais reduzidas, é bastante mais elevada do que se for um cliente de risco.
Agora, se se encontra numa situação de endividamento para com o(s) credor(es), não tem qualquer hipótese de aceder a este tipo de financiamento. Junto de qualquer instituição financeira legítima, registada no Banco de Portugal, este cenário é impossível.
Se este for o seu caso, terá, então, de procurar outras soluções para saldar o que deve.
Há instituições financeiras que permitem o acesso ao crédito consolidado com a inclusão do crédito habitação, outras não. Porém, convém que saiba, que pode consolidar créditos se tiver apenas créditos ao consumo – crédito pessoal, cartões de crédito, crédito automóvel.
No caso de precisar de um crédito consolidado que inclua o crédito habitação, provavelmente terá de dar como garantia um imóvel, que será hipotecado em caso de incumprimento.
Neste caso, antes de solicitar o crédito tenha em sua posse os seguintes elementos:
Tendo os dois valores bem presentes poderá calcular a relação que existe entre o valor de mercado da casa e o valor do crédito. Se o valor em dívida for superior ao valor da casa, muito dificilmente o banco aprovará um crédito consolidado com hipoteca.
Além disso, não descure as simulações. Faça uma pesquisa exaustiva de mercado para encontrar a instituição financeira que lhe oferece melhores condições para as suas necessidades específicas. Ao simular no Portal do Crédito, iremos analisar as suas necessidades específicas e, de acordo com o seu perfil, indicar a entidade com as melhores condições.
Há alguma hipótese de “fugir” ao crédito consolidado com hipoteca? Sim, é possível, mas mais difícil de obter, uma vez que as entidades financeiras querem garantias concretas.
Um crédito consolidado sem hipoteca é concedido a pessoas que nunca falharam um pagamento a qualquer instituição bancária. Mas também existem outras instituições financeiras (sobretudo privadas) que disponibilizam o crédito consolidado sem garantia hipotecária.
Ao recorrer ao crédito consolidado aquilo que procura é uma situação em que todas as suas prestações mensais fiquem agregadas numa só. Claro que tal só vale a pena se a nova mensalidade tiver um valor inferior ao somatório de todas as outras.
A consolidação de créditos permite o alargamento do prazo de pagamento do empréstimo e ficar a pagar uma menor taxa de juro. Porém, convém ter consciência de que o custo total do crédito será maior, mesmo que no final do mês a prestação seja consideravelmente menor – uma vez que a redução poderá permitir-lhe uma poupança de até 60% relativamente ao valor que paga com a dispersão de créditos.
Ter várias prestações dispersas por diversos dias do mês poderá ser um fator decisivo para a total falta de controlo da sua conta bancária.
Se juntar créditos num só fica a pagar apenas uma prestação num dia fixo, o que poderá contribuir para uma melhor organização das suas finanças pessoais.
De um modo geral, as taxas de juro deste tipo de crédito são mais baixas que as de crédito ao consumo. Este é um dos fatores que permite uma poupança tão grande.
Os custos avultados com comissões são outro dos encargos dos quais se verá livre quando consolida créditos. Isto porque, com a dispersão de créditos, está a pagar várias comissões bancárias por manter várias contas separadas nos bancos onde contraiu crédito.
Ao recorrer a um crédito consolidado tem sempre a possibilidade de solicitar uma liquidez adicional para, por exemplo, fazer face a outras despesas. Contudo, é fundamental que consiga gerir com cautela esta possibilidade.
Embora seja um produto com relativa complexidade, quando mediado corretamente, pode ver o seu crédito consolidado aprovado em 48 horas.
Apesar das prestações serem mais baixas, o prazo de pagamento do crédito consolidado é normalmente superior. Não quer dizer que no fim vai pagar mais por este tipo de crédito, até porque as taxas de juro são mais baixas, no entanto é comum prolongar-se o prazo.
Se o seu crédito consolidado não for mediado da forma correta, com o aumento do prazo, pode vir a pagar um valor total superior ao que iria pagar caso não fizesse um crédito consolidado.
Se tiver o nome na lista negra do Banco de Portugal, será difícil ver o seu crédito consolidado aprovado. Saiba como conseguir crédito consolidado com problemas bancários.
A nossa sugestão é pedir o seu crédito consolidado na Cofidis, que foi eleita “Escolha do Consumidor” e “Marca de Confiança” em 2019, ou na Partners Finance, que é especialista na consolidação de créditos e conta com uma experiência de mais de 20 anos no mercado.
Imagine o seguinte cenário: o total de rendimentos do seu agregado familiar é de 2200€/mês. No momento, a sua despesa mensal com créditos é a seguinte:
Total das mensalidades: 600€
Montante total em dívida: 20.000€
Partindo do princípio que estes créditos têm, em média, um prazo de pagamento de 48 meses, ao agregar estes créditos num só ficará a pagar uma mensalidade menor, mas por um período mais longo (por exemplo, a 84 meses).
Se optar, por exemplo, pelo crédito consolidado da Cofidis, passará, então, a pagar única mensalidade de 394,57€ (TAN 11,30% e TAEG 13,4%).
Ou seja, face aos 600€ iniciais, trata-se de uma redução de 249,59€ por mês. Neste caso, a consolidação de créditos reduziria em 58,4% o valor mensal do seu orçamento destinado aos créditos.
Todos os meses, analisamos as ofertas das várias instituições de crédito e revelamos qual o melhor crédito consolidado do momento. Não deixe de consultar a nossa análise.
Temos aqui escrito sobre este assunto e continuamos a acreditar que a melhor situação para aqueles cidadãos que se encontram numa situação de endividamento (e não conseguem pagar as suas dívidas) é a negociação de créditos.
Em primeiro lugar, é preciso dizê-lo, não há garantias que a instituição credora lhe permita esta negociação, mas, ainda assim, não deixe de a requerer.
De acordo com o Decreto-Lei n.º 227/2012 de 25 de outubro, o Banco de Portugal disponibiliza mecanismos de apoio para os cidadãos que se encontram em risco de endividamento ou já numa situação de incumprimento, nomeadamente o PARI e o PERSI.
O PARI é um plano de prevenção no que diz respeito ao risco de incumprimento bancário, o qual prevê um conjunto de procedimentos que, quando adotados, visam o acompanhamento da concretização dos contratos de crédito e a gestão de situações de risco. Alguns desses procedimentos são os seguintes:
Já o PERSI visa evitar que cliente e instituição bancária tenham de encaminhar o caso para tribunal, evitando burocracias e garantindo, assim, uma maior agilidade no processo de renegociação do crédito.
Tal como no PARI, o banco apresentar-lhe-á uma proposta de consolidação interna, com condições específicas para enfrentar os seus problemas bancários. De acordo com a informação disponibilizada no Banco de Portugal, é à entidade credora que compete iniciar o PERSI, e é obrigada a fazê-lo:
Apesar de o processo de negociação de crédito não ser simples, esta é, talvez, a melhor forma de recuperar alguma estabilidade financeira.
A Rede de Apoio ao Consumidor Endividado (RACE) é um mecanismo de apoio extrajudicial, de acesso gratuito, que disponibiliza informação, aconselhamento e apoio aos consumidores em risco de endividamento ou já numa situação de incumprimento.
A RACE engloba uma vasta rede de entidades distribuídas a nível nacional – reconhecidas pelo Banco de Portugal e pela Direção-Geral do Consumidor -, que podem ser consultadas no Portal do Consumidor e no Portal do Cliente Bancário.
As entidades que integram a Rede têm por função:
A APOIARE presta apoio ao nível da ajuda técnica especializada no endividamento. Como é uma associação sem fins lucrativos, todos os serviços são prestados de forma confidencial e gratuita.
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) também pode ajudar através do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado.
Este programa de apoio prestar-lhe-á informação e aconselhamento quer ao nível da gestão do orçamento familiar, quer na negociação junto de credores.
Agora que já sabe tudo sobre crédito consolidado com problemas bancários não deixe de se informar junto do seu banco.
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