Cartões de Crédito

Como escolher o melhor cartão de crédito: 6 fatores a considerar

como escolher o melhor cartão de créditoImagem: José Cabral ©
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Como escolher o melhor cartão de crédito? Como em muitas coisas na vida, o segredo para chegar à opção que mais lhe convém implica algum trabalho, pragmatismo e disciplina quanto bastem. Desiludido? Não fique, pois tem tudo a ver com o seu perfil, as suas necessidades específicas, as particularidades do que procura e o tipo de utilização que fará do produto.


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Seja como for, antes de decidir-se, há alguns conceitos que tem de interiorizar, que encerram dicas muito práticas para chegar ao cartão de crédito mais vantajoso para si.

A anuidade é o 1º de seis fatores a que deve prestar atenção quando consulta o mercado em busca da melhor solução. É quanto lhe custa, por ano, ter simplesmente aquele “retângulo de plástico” no seu bolso.

Em tempo de comissões e “taxinhas” mil (por qualquer operação bancária e/ou financeira que se faça), a verdade é que não faltam no mercado cartões de crédito sem quaisquer custos associados à anuidade, já para não falar, falando, daqueles que são gratuitos apenas no primeiro ano.

Não se admire, desde já, se na sua procura deparar com menções à comissão para emissão do cartão, da comissão por não pagamento, da comissão de saldo a descoberto, da comissão de renovação, da comissão…

Sem TAEG não tem como escolher o melhor cartão de crédito… bem

Veja se a isenção de anuidade é uma característica importante para si, mas, para saber como escolher o melhor cartão de crédito, conjugue-a com a taxa de juro, ou seja, o preço que paga a mais por estar a movimentar dinheiro que lhe está a ser adiantado (a crédito) pelo banco ou instituição emissora do cartão.

Chegado/a aqui, interessa-lhe atentar, acima de tudo, na “famosa” Taxa Anual Efetiva Global (TAEG), porque inclui já os encargos com juros, despesas de processo, comissões e, igualmente, os custos do seguro do crédito – já lá iremos -, caso existam.

Note-se que a TAEG costuma ser um pouco mais alta nos cartões de crédito com anuidade gratuita, mas estes não deixam de ser uma alternativa interessante, pois trazem consigo alguns benefícios associados (que abordaremos mais à frente).

Não diga “TANto faz”, porque faz a diferença

Se, em vez da TAEG, lhe mencionarem a Taxa Anual Nominal (TAN) no pagamento de juros do cartão de crédito (não inclui impostos e outros encargos), na sua demanda sobre como escolher o melhor cartão de crédito, a palavra-chave que deve focar é “anual”, ou seja, para chegar ao valor mensal tem de dividir por 12 prestações. Se for trimestral divide-se por quatro e caso seja semestral divide-se por dois.

As taxas de juro variam de entidade para entidade e representam o montante que lhe será cobrado na hipótese de não liquidar o valor que deve, atempadamente, ou pagar apenas parcialmente a dívida.

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Imagem: José Cabral ©

Por isso é que se fala também das modalidades de pagamento, o 3º fator a que está “obrigado” a dedicar atenção. Normalmente, podem ser a 100%, que é quando liquida o valor integral da(s) compra(s) de uma só vez (sendo prática habitual a isenção de juros caso pague até 50 dias, normalmente); ou parciais, quando repõe o valor do crédito em prestações mensais (ficando obrigado ao pagamento da taxa de juro associada ao cartão).

Como escolher o melhor cartão de crédito tem sempre um limite

Importante para saber como escolher o melhor cartão de crédito é igualmente o plafond, que significa o limite máximo do cartão de crédito, aquele que não pode exceder quando paga as suas compras.

Ele depende de algumas variáveis, e é a instituição emissora que o define, mas, bem vistas as coisas, todas elas decorrem de si. É que o plafond está sujeito:

1. Aos rendimentos (salário) que aufere mensalmente;

2. Às suas despesas fixas, em que são alvo de análise todos os créditos (habitação, automóvel, pessoal ou outros) que eventualmente possuirá – e como tudo isso pode afetar a sua capacidade em pagar mais um;

3. À estabilidade do rendimento proporcionada pela condição laboral, quer dizer, se é trabalhador efetivo, a prazo, temporário, independente, estagiário, etc.;

4. Ao comportamento bancário, sendo que não se trata apenas da verificação se tem ou não o seu nome na “lista negra” do Banco de Portugal, mas de uma análise a todo o seu perfil de cliente bancário. A sua antiguidade enquanto cliente também ajuda ao processo, bem como o tipo de serviços que subscreve junto da instituição.

Resumindo: só depois de triados estes pormenores é que a entidade emissora do cartão de crédito define qual o respetivo limite máximo dos pagamentos que com ele poderá fazer.

Informe-se bem sobre seguros e benefícios

Ter um cartão de crédito com suporte de um pacote de seguro (a nossa 5ª dica sobre como escolher o melhor cartão de crédito) pode ser uma vantagem, e várias instituições disponibilizam-nos, conferindo assim uma proteção adicional às compras feitas e até a viagens pagas, e, no seguimento, uma maior garantia e uma mais-valia ao produto em si.

Pode até dar-se o caso desse seguro ser grátis, mas convém sempre certificar-se de todas as suas coberturas – ou nuances –, em caso de imprevistos, na correspondente ficha informativa.

Seguros de viagem (responsabilidade civil, cancelamento da viagem, danos ou extravio de bagagem, acidentes pessoais em viagem, etc.), assistência em viagem (despesas médicas, remessa de medicamentos para o exterior, prolongamento de estadia ou antecipação de regresso, transporte de acompanhantes segurados e de pessoas falecidas…), e coberturas adicionais (roubo do cartão ou em ATM, entre outras) são características usuais dos seguros disponibilizados.

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Imagem: José Cabral ©

O conjunto de benefícios associados é 6.ª característica nuclear em que deve imiscuir-se para não ter dúvidas sobre como escolher o melhor cartão de crédito.

O sistema de cashback costuma ser um dos extras habituais. Traduz, no fundo, um incentivo para a utilização recorrente do cartão e, na peugada, o pagamento atempado das dívidas. Se assim for, esta modalidade garante ao titular o retorno – sob a forma de dinheiro ou outras regalias – de uma percentagem (de 1 a 3%, usualmente), do que gastou com o cartão.

A “regra” é sempre a mesma: quanto mais robusta for a sua carteira mensal, melhores condições poderá transportar o seu cartão de crédito e, no seguimento, também os benefícios que lhe estão acoplados.

Cash Advance também entra na escolha do melhor cartão de crédito

E o cash advance – já ouviu falar? As duas palavras inglesas têm uma tradução muito simples no mundo dos cartões de crédito: adiantamento. E o conceito pode fazer a diferença para muitas pessoas.

É um serviço que permite a possibilidade de transferir dinheiro do cartão de crédito (até ao valor do respetivo plafond) para a sua conta à ordem, para fazer face a despesas não programadas ou urgentes. Pode, contudo, ser feito igualmente por levantamento (a crédito) numa caixa multibanco.

O cash advance tem, no entanto, encargos. Fixos (como o preço do adiantamento, independentemente do valor do levantamento) e variáveis (de que são exemplos a taxa de cerca de 4% sobre o valor disponibilizado e, eventualmente, juros, caso pague apenas uma parcela do montante utilizado).

Descontos, pontos, milhas e não só

O programa de descontos (em produtos e serviços de entidades parceiras) é outro exemplo de benefícios que o cartão de crédito normalmente transporta – e que alegrará a sua descoberta sobre como escolher o melhor cartão de crédito -, tal como a modalidade de acumulação de pontos (que recompensam a fidelização com vantagens) ou milhas aéreas (cujo somatório dá direito a usufruir de ofertas especiais e outros privilégios, podendo ser utilizadas na marcação de viagens aéreas).

Há inclusivamente cartões de crédito que isentam o titular do pagamento da taxa gasolineira!

Outros há que dão acesso a atendimento diferenciado (VIP) em vários serviços, vantagens em viagem (tais como lounges especiais em aeroportos) e campanhas comerciais exclusivas, mas, nesta fase, entramos já no campo do patamar premium (com plafonds mais elevados e regalias superiores) – um produto de prestígio, vocacionado para quem aufere rendimentos mais elevados.

E é aqui, nas características dos seguros e benefícios associados, que as redes de pagamento, como as (mais) conhecidas Visa ou Mastercard, costumam exibir algumas diferenças.

Vá pelos seus dedos. Mas não deixe de consultar a cabeça. E a carteira… Agora que já sabe como escolher, confira também como pedir cartão de crédito.

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Alberto Moreira
Alberto Moreira dedica-se à escrita e comunicação desde 1996. No Portal do Crédito, procura desconstruir e simplificar a linguagem financeira, tornando-a acessível a todos os cidadãos.